Presidente da CMS rebate cobranças por celeridade, condiciona pauta ao consenso do Colégio de Líderes e descarta impor projetos contra a vontade da maioria dos parlamentares.
O presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS), vereador Carlos Muniz (PSDB), rebateu as cobranças em torno do ritmo de apreciação de projetos que tramitam no Legislativo soteropolitano. Em entrevista concedida nesta quarta-feira (12), na sede da Casa, o chefe da Mesa Diretora afirmou que a inclusão de qualquer matéria na ordem do dia depende exclusivamente do entendimento firmado entre as bancadas partidárias.
Questionado sobre propostas de interesse público que estariam à espera de votação há meses, Muniz sustentou que a condução do plenário obedece rigorosamente à decisão soberana dos líderes de bancada. “Na realidade, depende das lideranças. Se a maioria dos líderes achar que o projeto deve ser votado, nós votaremos. E se a maioria achar que os projetos não devem ser votados, nós não votaremos, como foi feito hoje”, declarou.
O parlamentar rechaçou qualquer possibilidade de agir de forma unilateral para acelerar pautas sem a concordância prévia dos blocos. “Eu não posso impor, tendo a maioria achado que não deve votar, colocar o projeto em pauta. Aí eu estaria indo de encontro à maioria que existe na Câmara, então jamais iria fazer isso”, concluiu.