Durante sabatina realizada pela Central de Eleições da Rede Bahia, o candidato ao Governo do Estado pelo União Brasil, ACM Neto, prometeu reestruturar o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e blindar o órgão de ingerências políticas caso seja eleito.
Segundo o ex-prefeito de Salvador, o órgão ambiental passa por um processo de “desmonte” promovido pelas últimas gestões estaduais, com perda significativa de quadros técnicos e fragilização das atividades de fiscalização.
“Nós vamos fazer concurso público para o Inema, reforçar os quadros técnicos, ampliar a estrutura e dotar o Inema de ferramentas tecnológicas”, afirmou o candidato. “O Inema será completamente blindado de indicação política. Não vamos permitir que indicações políticas interfiram no andamento e nas ações dos órgãos ambientais do Estado da Bahia.”
Balanço da gestão em Salvador
Ao rebater críticas sobre o impacto ambiental de obras estruturantes durante sua gestão à frente da Prefeitura de Salvador — como a implantação do sistema BRT —, ACM Neto defendeu o legado de suas ações ambientais na capital baiana.
O ex-prefeito destacou a modernização de espaços públicos e a execução de políticas voltadas às mudanças climáticas:
- Plantação de árvores: Mais de 100 mil árvores plantadas na cidade, inclusive como medida compensatória pelas obras de mobilidade.
- Recuperação de parques: Intervenções em diversos parques urbanos, com destaque para o Parque da Cidade.
- Planos de resiliência: Implementação do Plano de Resiliência e do Plano de Adaptação às Mudanças Climáticas de Salvador.
Celeridade e combate a crimes ambientais
ACM Neto sustentou que é possível alinhar agilidade na concessão de licenças ambientais à rigidez na fiscalização contra ilícitos ambientais. Para ele, a morosidade atual decorre do excesso de burocracia e da dependência de processos físicos.
“Celeridade não pode significar irresponsabilidade. Celeridade é você ter prazo, procurar dar respostas concretas, corretas e seguras em prazos definidos. Hoje tudo funciona na base do papel”, criticou.
O ex-prefeito assegurou ainda que sua eventual gestão adotará postura de tolerância zero contra crimes ambientais no estado, combinando tecnologia, transparência e autonomia técnica nas decisões do órgão governamental.