Senador reforçou o papel do Estado na democratização das oportunidades ao comparar a trajetória de superação de seus aliados com o modelo de herança familiar representado pela oposição
O senador Jaques Wagner comentou, nesta terça (11), sobre as diferenças nas origens sociais e nos projetos políticos dos candidatos ao Governo do Estado. Em entrevista ao Política Ao Vivo, Wagner apontou que a disputa eleitoral evidencia um contraste entre as origens simples e trajetórias de superação de Jerônimo e Rui Costa e a representação de ACM Neto como um herdeiro tradicional.
“Tanto Rui quanto Jerônimo vêm de famílias bastante humildes e ambos são exemplo de superação. Acho que o mérito maior não é necessariamente da onde vem, mas dizer que foram capazes de ultrapassar a dificuldade e chegar ao posto mais importante da política baiana”, destacou o senador.
Wagner lembrou que Jerônimo nasceu em Aiquara, no interior da Bahia, e Rui Costa cresceu na favela da Liberdade, em Salvador, ambos filhos de famílias pobres que conseguiram romper barreiras sociais e econômicas através de esforço pessoal e de busca pela educação como caminho de ascensão.
“Os dois são exemplos brilhantes de superação e acho que são estímulo para a juventude. Quando eles dizem ‘eu vim de um lugar muito simples’, fazem todo mundo pensar: ‘Olha, você também pode, se souber aproveitar as oportunidades dadas’. Nós tínhamos uma universidade na Bahia, hoje nós temos seis, tínhamos uma escola técnica, hoje nós temos 37. Oportunidades estão sendo dadas”, disse.
Contraste com a oposição
Ao abordar a candidatura do principal nome da oposição, ACM Neto, o senador traçou uma linha divisória clara quanto à origem e ao projeto político. Wagner descreveu a candidatura oposicionista como a continuidade de uma trajetória pautada pela herança familiar e pelo poder tradicional na Bahia.
“No fundo, o candidato de oposição representa a política de herança familiar. Ele é neto de um dos políticos mais representativos da política baiana. Acho que ele representa uma volta ao passado. É filho da elite e tem um pouco aquela coisa de ‘eu sei tudo’. Ele tem afirmado que ‘tá faltando alguém que saiba fazer’. Não precisamos de um rei, precisamos de um governador que dialogue com todo mundo. São diferenças que marcam dois estilos de governar”, concluiu.