O secretário de Relações Institucionais do governo da Bahia, Adolpho Loyola, voltou a ironizar a movimentação política da oposição no estado. Em declaração voltada ao grupo liderado pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), o articulador do governo Jerônimo Rodrigues (PT) usou o termo “PGP da Shopee” para ridicularizar as agendas de escuta regional organizadas pelos adversários no interior baiano.
A provocação faz referência ao Programa de Governo Participativo (PGP), marca registrada das campanhas petistas no estado para a construção de propostas eleitorais. Segundo Loyola, os opositores tentaram replicar o modelo de escuta, mas não demonstraram fôlego para cobrir o território baiano.
“Eles começaram um PGP da Shopee que nem conseguiram terminar de visitar os estados [regiões]. Nem visitar visitou, nem viajar viajou. Voltaram para Salvador para tentar terminar aqui”, afirmou o secretário.
Apesar da crítica à logística e ao alcance da oposição, o titular da SERIN afirmou ver um saldo positivo nas viagens dos adversários, atribuindo às agendas um caráter “pedagógico” ao forçá-los a entrar em contato com as demandas do interior.
“Acho que a campanha de Jerônimo, além de tudo, é uma campanha pedagógica. Pedagógica porque colocou a oposição para viajar, para tirar eles do conforto do ar-condicionado, do mármore dos palácios de Salvador e dos grandes apartamentos, para poder trabalhar, para conhecer o pobre, para conhecer o interior da Bahia”, declarou.
Loyola argumentou que, em pleitos anteriores, a oposição mantinha uma atuação restrita aos grandes centros urbanos. “Antes eles não conseguiam viajar, faziam as campanhas aqui, visitavam 20 ou 30 cidades e achavam que resolviam. É bom que aprenda, que conheça a Bahia não apenas do gabinete, mas vá lá ver como funciona e ver também as obras do governo do estado”, pontuou.
Ao final, o articulador governista destacou os investimentos estaduais em áreas como saúde, educação em tempo integral e infraestrutura social, e defendeu a relação do Palácio Ondina com os prefeitos baianos.
“É bom que ele aprenda a fazer creche, que não sabe fazer e nunca fez uma nesse tempo todo em que esteve se organizando. É bom que saiba que essa parceria com os prefeitos gera muitos bons frutos para o povo na ponta”, concluiu.