Ex-prefeito de Gandu sustenta que investimentos na Saúde da Família e no preventivo municipal são o único caminho definitivo para evitar superlotação em hospitais regionais.
O ex-gestor de Gandu e ex-presidente de consórcio de saúde, Léo de Neco (Avante), apontou o fortalecimento da atenção básica nos municípios baianos como a única solução definitiva para acabar com o estrangulamento do sistema estadual de regulação hospitalar. A declaração ocorreu na reta final de sua entrevista ao podcast Aqui Só Política, em Salvador.
Para Léo de Neco, embora a construção de novos hospitais regionais e a oferta de exames em policlínicas tenham descentralizado o atendimento no interior, a sobrecarga nos leitos de alta complexidade persiste porque a prevenção primária nos bairros e comunidades rurais ainda carece de estrutura.
“A regulação estruturou o fluxo para que o paciente não fique solto em corredores, mas o que resolve de fato é a atenção básica. É aí que está a raiz do problema. Se a Saúde da Família atende bem cada morador, rastreia e trata hipertensão e diabetes na raiz, essa pessoa não vai parar no hospital afogando a regulação. A responsabilidade de financiar a atenção básica não é só do prefeito, é do Estado e da União”, explicou o pré-candidato a deputado estadual.