O deputado estadual Luciano Ribeiro (União Brasil) criticou nesta sexta-feira (7) o desempenho da educação baiana após a divulgação dos resultados de 2025 do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), calculado a partir do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Segundo os dados apresentados pelo Ministério da Educação, a rede estadual da Bahia ficou na última colocação do país na média de aprendizagem de língua portuguesa e matemática no ensino médio.
A Bahia alcançou média padronizada de 4,04, empatada com o Rio de Janeiro, e ficou abaixo tanto da média nacional, de 4,99, quanto da média do Nordeste, de 4,37. Em língua portuguesa, o estado registrou 253,99 pontos, o pior resultado do Brasil. Em matemática, obteve 252,49 pontos, o terceiro pior desempenho nacional.
“Nisso o professor Jerônimo dá aula: em levar a educação da Bahia ao último lugar. Foi secretário da Educação, virou governador e, enquanto subia de cargo, os indicadores do estado faziam o caminho contrário. Jerônimo fracassou na educação, e quem mais sofre com isso são os estudantes e suas famílias”, afirmou Ribeiro.
Jerônimo Rodrigues comandou a Secretaria da Educação entre 2019 e 2022 e assumiu o governo estadual em 2023. Em 2019, a Bahia tinha o sexto pior desempenho do país nesse recorte. Em 2021, passou para a penúltima posição. Já em 2023, chegou pela primeira vez à lanterna e permaneceu no último lugar em 2025.
Para o parlamentar, a sequência histórica impede que o governo trate os números como um episódio isolado ou uma oscilação pontual. “Não foi um tropeço de uma avaliação. É uma trajetória de queda. Jerônimo conhece a área, é professor, foi secretário e agora é governador. Depois de tantos anos diretamente ligado à educação, o resultado apresentado aos baianos é a pior média do país. Jerônimo é o único professor que, em vez de ajudar, joga contra a educação”, declarou Luciano Ribeiro.
O deputado também criticou o contraste entre a propaganda oficial e os resultados de aprendizagem medidos pelo Saeb. “O mínimo que se espera agora é que o governo reconheça a gravidade do resultado e faça a lição de casa. A Bahia não pode continuar abaixo da média do Nordeste, abaixo da média nacional e na lanterna do país enquanto o governo age como se estivesse tudo aprovado”, criticou.