O deputado federal e candidato à reeleição Elmar Nascimento (União Brasil) registrou sua candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com autodeclaração racial como preto. A informação, disponível no sistema da Justiça Eleitoral, difere dos registros apresentados pelo parlamentar em eleições anteriores: em 2022, ele havia se declarado pardo, enquanto em 2018 constava como branco.
Após a mudança repercutir, a assessoria de Elmar informou que a informação foi inserida por engano no momento do registro da candidatura. Segundo a equipe, um pedido de retificação já foi protocolado junto ao TSE para que a autodeclaração seja corrigida no sistema da Justiça Eleitoral.
O caso ocorre em meio ao debate sobre autodeclaração racial nas eleições. Recentemente, o candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), afirmou que alterou sua autodeclaração de pardo, utilizada no pleito de 2022, para branco nas eleições deste ano, alegando que a classificação anterior foi um equívoco.
A autodeclaração racial dos candidatos tem reflexos na aplicação das regras de financiamento eleitoral. Decisões da Justiça Eleitoral determinam que os partidos distribuam proporcionalmente os recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e do Fundo Partidário entre candidatos pretos e pardos, com o objetivo de ampliar a equidade no acesso ao financiamento das campanhas.