O governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (União Brasil), voltou a defender o uso da expressão “alforria” para se referir à população da Bahia. Em entrevista ao programa Panorama Eleições, do portal Metrópoles, o político afirmou que a palavra descreve a situação de pessoas que vivem em áreas dominadas por facções criminosas.
Ao comentar a repercussão da declaração, Caiado disse que o termo faz referência à perda de liberdade imposta pelo crime organizado.
“Uai, libertar a pessoa, retratar, libertar uma pessoa? Todos os estudos feitos são escravizados pelo narcotráfico? Mas a alforria… Uai, mas o que você faz quando alguém está escravizado? Você conhece outra palavra?”
Na sequência, o governador citou um estudo para sustentar seu argumento e afirmou que o domínio das facções limita a circulação da população.
“O estudo feito pela Universidade Cambridge mostrou que nós temos 60 milhões de brasileiros escravizados pelo narcotráfico. Você acha que o cidadão transita lá onde quer? […] Isso é liberdade? Não, não senhor, não é liberdade individual não.”
Caiado também afirmou que, em áreas controladas por organizações criminosas, moradores são obrigados a seguir regras impostas pelas facções.
“Ele é obrigado a pagar pela casa dele que ele mora, ele é obrigado a pagar aluguel, ele não pode comprar onde ele quer, ele tem que pegar o Uber que a facção determina, ele tem que comprar na drogaria que a facção determina.”
Ao concluir a resposta, o pré-candidato defendeu uma política mais rígida de segurança pública.
“Isso é escravidão e essa escravidão o pessoal vai sentir com a mão pesada do Caiado e vai sentir a liberdade que não tem.”