Salvador, 05/08/2026 20:04

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Marta Rodrigues diz que escolha de vice de Flávio reforça a misoginia do bolsonarismo

Marta Rodrigues
Foto: Divulgação
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A vereadora Marta Rodrigues (PT) afirmou nesta quarta-feira (5) que é “absurda, revoltante e chocante” a escolha do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), diante das acusações de estupro contra uma adolescente que pesam sobre o parlamentar.

Para a presidente da Comissão de Reparação da Câmara Municipal de Salvador, a decisão representa um grave desprezo pela vida das mulheres e reforça a cultura de violência de gênero em um país onde, em média, quatro mulheres são vítimas de feminicídio todos os dias e milhares sofrem violência física, psicológica e sexual.

“É mais do que lamentável, é revoltante ver o desprezo com a democracia e, principalmente, com a vida das mulheres. Escolher para compor uma chapa presidencial uma pessoa acusada de estupro é uma mensagem política gravíssima. Em um país marcado por índices alarmantes de feminicídio, estupro e violência doméstica, essa decisão demonstra absoluta falta de compromisso com os direitos das mulheres, com a equidade de gênero e com a construção de uma sociedade que enfrente a violência machista”, afirmou.

Marta destacou que a escolha dialoga com uma trajetória política marcada por ataques aos direitos das mulheres e reforça críticas históricas feitas pelos movimentos feministas ao bolsonarismo.

“Estamos falando de um país em que as mulheres são a maioria da população e também a maioria do eleitorado. Ainda assim, a mensagem transmitida é de menosprezo às brasileiras e à gravidade da violência de gênero. Essa escolha apenas reforça aquilo que o movimento de mulheres denuncia há anos: a misoginia presente no bolsonarismo. Não por acaso, milhões de mulheres foram às ruas no movimento Ele Não, alertando para os riscos desse projeto político. Menospreza, inclusive, as próprias mulheres que integram esse campo político, como Michelle Bolsonaro”, apontou.

A vereadora ressaltou ainda que o Brasil vem fortalecendo políticas públicas de proteção às mulheres, com iniciativas como a ampliação da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, a expansão da Casa da Mulher Brasileira e outras ações de enfrentamento à violência.

“Enquanto o governo do presidente Lula amplia a rede de proteção às mulheres, setores da extrema direita insistem em enviar sinais completamente opostos. Quem pretende governar o Brasil precisa demonstrar compromisso inequívoco com a vida, a dignidade e os direitos das mulheres. Não há espaço para relativizar denúncias dessa gravidade”, destacou.

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