A gestão do ex-prefeito Diógenes Tolentino (Dinha) volta ao centro das atenções do Ministério Público da Bahia (MP-BA). A denúncia que embasa a investigação mostra um cenário de abandono do patrimônio público.
Segundo a representação, dezenas de veículos pertencentes à Prefeitura estariam parados e se deteriorando em galpões municipais, enquanto a população enfrenta dificuldades no acesso a serviços essenciais como saúde, saneamento básico e educação.
O Conselho Superior do MP-BA pautou para o próximo dia 11 de agosto a análise de um inquérito civil que investiga supostas irregularidades envolvendo a Prefeitura de Simões Filho (PMSF), entre elas possível improbidade administrativa, dano ao erário e atos lesivos ao patrimônio público.
O procedimento, de nº 709.9.416051/2024, é conduzido pela 4ª Promotoria de Justiça de Simões Filho e tem como interessados a Prefeitura, o advogado Dr. Luciano Marcos Ferreira e Adelino Rogaciano das Neves Filho.
Outro ponto que chama atenção é a alegação de que cerca de R$ 85 milhões em recursos públicos teriam sido gastos sem a devida prestação de contas, levantando suspeitas sobre a destinação do dinheiro e motivando o aprofundamento das investigações pelos órgãos de controle.
Os fatos investigados são atribuídos, na denúncia, às gestões do ex-prefeito Dinha, nos mandatos de 2017 a 2020 e 2021 a 2024. Os autores da representação afirmam que o inquérito trata apenas de parte das supostas irregularidades e sustentam que novos elementos deverão ser apresentados ao Ministério Público.
A análise do caso ocorrerá durante a 4ª Sessão Extraordinária de 2026 do Conselho Superior do MP-BA, marcada para as 14h do dia 11 de agosto, na sede do órgão, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, com participação presencial e virtual.
Até o momento, a investigação está em curso e não há decisão judicial que reconheça responsabilidade dos investigados, que têm assegurados o contraditório e a ampla defesa.