Presidente da UPB e prefeita de Cachoeira apontaram falta de critério nas contratações do IBGE e motivações políticas na contagem populacional de municípios baianos.
Em declaração forte durante encontro na sede da União dos Municípios da Bahia (UPB), em Salvador, o presidente da entidade, Wilson Cardoso (PSB), denunciou supostas irregularidades ideológicas e operacionais na condução do Censo do IBGE. Ao lado da prefeita de Cachoeira, Eliana Gonzaga (PT), o dirigente afirmou que recenseadores com oposição política a gestores locais deixaram de contabilizar moradores intencionalmente.
“Tiveram um fato agravante: não tiveram critérios para contratar os profissionais que iam para a linha de frente para fazer o Censo. Então, tinha muitos profissionais que eram contra o prefeito ou a prefeita. E aí o que foi que fizeram? Não contaram corretamente para que o município fosse prejudicado. Deixaram pular casas para que o município perdesse população e perdesse receita”, relatou Cardoso.
Segundo o presidente da UPB, a mobilização contra as distorções do levantamento une gestores de todas as regiões, com o suporte da Confederação Nacional de Municípios (CNM). “Todos os prefeitos da Bahia, independente dos que perderam recursos ou não, estão de mãos dadas porque sabem que houve uma irresponsabilidade muito grande”, ressaltou.
A prefeita Eliana Gonzaga reforçou a necessidade de união da classe política baiana para reverter os prejuízos causados às cidades. “Todos nós, prefeitos, precisamos estar alinhados com o mesmo propósito, que é o municipalismo, para juntos construirmos uma sociedade baiana cada vez melhor”, completou a gestora.