Postulante ao Palácio Ondina aponta que o sucateamento dos trilhos e a falta de acessos viários prejudicam a competitividade dos portos baianos.
O travamento de grandes projetos ferroviários na Bahia foi classificado como uma “vergonha” por ACM Neto durante sabatina promovida por entidades da indústria, comércio e agricultura em Salvador. O político denunciou que a paralisação da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL) e a precarização da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) limitam o potencial agroindustrial baiano.
Ao avaliar a infraestrutura de transporte de cargas, ACM Neto lamentou a perda de oportunidades históricas de conexão logística. “Vai ser preciso lutar pela solução ferroviária, tá aí outra vergonha, a FIOL, com essa oportunidade enorme de integração com a FICO, de abrir as portas da produção baiana para o mundo, tá aí a FIOL parada, a FCA caindo aos pedaços, renovaram o contrato e não exigiram a modernização”, afirmou.
O ex-gestor soteropolitano ressaltou que o sucateamento ferroviário e rodoviário impacta diretamente a eficiência do sistema portuário baiano. “Os portos, que não têm ferrovia e não têm rodovia, têm sua operação dificultada. É preciso olhar para os portos da Baía de Todos os Santos, Ilhéus, o Porto do Sul prometido e não realizado, além de Caravelas e Juazeiro”, concluiu Neto.