Humberto Miranda defende a garantia constitucional da propriedade privada e afirma que criminalidade afasta trabalhadores e investimentos das fazendas baianas.
A escalada da insegurança pública e os impactos da criminalidade na rotina das propriedades rurais da Bahia dominaram parte do discurso do presidente da Faeb, Humberto Miranda, durante sabatina com postulantes ao Palácio Ondina, realizada em Salvador. O dirigente alertou que o medo da violência tem inviabilizado a fixação de trabalhadores em fazendas do interior.
Ao dirigir a palavra aos candidatos ao governo, Miranda destacou que a proteção aos investimentos e à integridade física da população no campo é premissa básica para o desenvolvimento econômico. “Não se concebe mais que a gente coloque o nosso dinheiro onde a gente não tem segurança de para onde ele vai e de que forma a gente vai continuar trabalhando para produzir riqueza. A propriedade privada é prevista na Constituição como um direito inalienável”, declarou.
O presidente da Faeb contextualizou a rotina vivida nos distritos e povoados baianos, ressaltando que a falta de policiamento afasta a mão de obra qualificada do meio rural. “A gente hoje está com dificuldade de arrumar um trabalhador, um vaqueiro, para viver na nossa fazenda. Porque ele não tem a segurança da vida dele, assim como o dono não tem a segurança do seu patrimônio”, revelou Miranda.
Para o dirigente agrária, sem o combate efetivo às invasões de terra e à criminalidade violenta no interior, o estado continuará perdendo competitividade e desestimulando a permanência das famílias no meio rural.