A presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na convenção que oficializa neste sábado (1º) a candidatura à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT) foi apresentada pelo governo baiano como uma demonstração pública de alinhamento político entre o Palácio do Planalto e o grupo petista na Bahia. O secretário estadual de Relações Institucionais, Adolpho Loyola, afirmou que a visita do presidente tem como objetivo encerrar especulações sobre o posicionamento de Lula na disputa estadual.
Em entrevista durante o evento realizado no Parque de Exposições, em Salvador, Loyola afirmou que a participação do presidente busca responder a informações que, segundo ele, tentam colocar em dúvida o apoio de Lula ao governador.
“Hoje a vida do presidente Lula aqui é para não deixar dúvida nenhuma das pessoas que fazem santinho falso de que lado que Lula está. Nós temos um projeto com Lula, com Jerônimo, que vem mudando a Bahia. E nós vamos continuar com isso, com muito trabalho, com muita dignidade.”
O secretário também rebateu críticas da oposição sobre o cenário eleitoral e ironizou adversários ao comentar o ambiente da campanha.
“Eles têm que tomar muito chá de camomila e suco de maracujá, porque nós estamos animados e com muita força e com muita vontade.”
Ao encerrar a fala, o secretário destacou o público presente na convenção, utilizada pela Federação Brasil da Esperança para homologar as candidaturas de Jerônimo Rodrigues ao governo, de Geraldo Júnior (MDB) à vice-governadoria e dos ex-governadores Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT) ao Senado.
“Aqui a gente não esconde ninguém, tá todo mundo aí, todo mundo tá vendo. Olha o povo que tá aqui, mais de 30 mil pessoas. Segura essa aí, viu?”
A convenção em Salvador antecede a oficialização da candidatura de Lula à reeleição à Presidência da República, prevista para este domingo (2), durante encontro nacional do PT, em São Paulo. A participação do presidente no evento baiano foi tratada por aliados como um gesto de fortalecimento da campanha de Jerônimo, que buscará um segundo mandato nas eleições de outubro.