Presidente da Câmara de Salvador define eleição estadual como imprevisível e nega alinhamento automático com Jerônimo Rodrigues
O presidente da Câmara de Salvador, Carlos Muniz (PSDB), confirmou abertamente seu posicionamento para a corrida presidencial e traçou um panorama acirrado para a disputa ao governo do Estado da Bahia. O parlamentar tratou de frear as especulações alimentadas por interlocutores do governo do Estado e estabeleceu um prazo definitivo para anunciar o rumo de seu grupo político.
“Confirmado. Eu já falei a todos que, se o quadro continuar como está aí hoje entre Flávio Bolsonaro e Lula, eu voto em Lula. Meu voto pessoal, eu não tenho dúvida disso”, disparou Muniz. No plano estadual, o tucano comparou a volatilidade do cenário ao clássico do futebol baiano. “A eleição estadual é uma eleição, como tenho dito, muito difícil para ambos os lados. É uma eleição que será um Ba-Vi. Muitas vezes, eu que sou Vitória, o Vitória entra em campo como derrotado e sai como vitorioso. Então, eu acho que quem menos errar nessa campanha será o governador da Bahia”, analisou.
Instado a responder sobre conversas com a Secretaria de Relações Institucionais (Serin) e elogios antigos ao governador Jerônimo Rodrigues, Muniz esclareceu que a fidelidade passada não se traduz em adesão automática. “Na realidade, eu não falei que meu voto seria Jerônimo Rodrigues. Eu falei que em 2022 votei e apoiei Jerônimo Rodrigues. Eu sou uma pessoa de grupo político”, asseverou, citando o respeito a Jerônimo e ao chefe de gabinete Adolpho Loyola. “Até segunda-feira eu vou tomar uma posição, vou tomar uma decisão e pode ter certeza que até segunda-feira vocês sabem a direção que nós vamos tomar”, concluiu.