Em sabatina ao vivo na BNewsTV, governador rebateu críticas de ACM Neto sobre a política de progressão parcial no ensino estadual, resgatou o antigo conceito de “pé quebrado” e afirmou que a regra também é adotada em colégios privados e na rede municipal de Salvador.
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), rebatEU asperamente as críticas feitas pelo ex-prefeito ACM Neto (União Brasil) a respeito da suposta aprovação automática nas escolas da rede estadual. A declaração foi concedida nesta terça-feira (28), durante sabatina ao vivo no programa Se Liga Bocão, transmitido pela BNewsTV.
Ao ser questionado sobre os ataques do opositor durante evento partidário, Jerônimo sustentou que a política de progressão parcial — aprovada pelo Conselho Estadual de Educação — não equivale à aprovação automática e conta com acompanhamento pedagógico para alunos que acumulam pendências em poucas disciplinas. Para ilustrar o modelo, o gestor resgatou uma metáfora da sua época escolar.
“Chamavam de ‘pé quebrado’. O estudante no antigo ginásio perdia uma disciplina, a escola chamava o conselho e dizia: ‘toque sua vida e você vai repetir essa daqui’. Se você perdeu três, quatro ou cinco disciplinas, paciência, vá fazer seu curso de novo. Mas se perdeu uma ou duas, a escola chama o conselho, acompanha e condiciona. Não é largar o menino se virar sozinho, não”, explicou o governador.
Jerônimo questionou o que apontou como duplo padrão nas críticas da oposição e afirmou que regras semelhantes vigoram em instituições privadas e em municípios governados pelo União Brasil.
“Pergunto se a Prefeitura de Salvador segue isso? Segue isso. A Prefeitura de Salvador tem essa mesma regra. Pergunta se o estado do candidato dele em Goiás tem isso? Tem isso. O Ceará tem isso. Nas particulares pode, e só porque é filho de preto, de pobre, nós vamos amarrar?”, disparou.
O gestor relembrou a própria trajetória de dificuldades escolares na transição entre o povoado de Palmeirinhas e o município de Jequié para defender que a retenção rígida por apenas uma matéria gera atraso social. “Eu sou professor e pai de família. Não vou aplicar aos outros o que não quero que apliquem a mim. Não estou pregando aprovação automática. Quando o estudante não tem condições, ele tem acompanhamento, é reprovado e vai refazer”, pontuou.