Liderança do União Brasil defendeu vestibular exclusivo na UNEB para alunos de escolas públicas, incentivo ao primeiro emprego e combate à violência por meio da inclusão social em plenária na capital.
Durante plenária do projeto “Sua Voz é Nossa Voz”, o ex-prefeito de Salvador e liderança oposicionista ACM Neto (UB) apresentou um pacote de propostas voltadas para a juventude baiana e a redução dos índices de criminalidade no estado. O político defendeu uma abordagem combinada para a segurança pública, aliando o fortalecimento das polícias a investimentos maciços em inclusão social e qualificação profissional nas periferias.
Entre as principais medidas anunciadas está a criação do “Provão Baiano”, um mecanismo de ingresso facilitado nas instituições de ensino superior do Estado. “O Provão Baiano vai assegurar uma quantidade de vagas nas universidades do Estado, como a UNEB. A UNEB vai ter um sistema de acesso próprio para os alunos da rede pública estadual de ensino, que não vão disputar uma vaga com quem vem da escola particular, porque a universidade pública tem que ser principalmente para quem não tem dinheiro para pagar o curso particular”, defendeu ACM Neto.
Para o setor de segurança, Neto sustentou que o combate ao crime organizado exige investimento em viaturas blindadas, coletes e tecnologia para as polícias Civil, Militar e Técnica, além de presídios mais rigorosos. No entanto, ressaltou que a prevenção é a principal ferramenta para estancar a violência letal que atinge a juventude periférica. “A grande vítima da violência na Bahia é o jovem negro que mora na periferia. O foco tem que estar em resgatar o jovem e devolver a esperança”, afirmou.
Como parte dessa estratégia social, o líder oposicionista prometeu reestruturar os antigos Centros Sociais Urbanos (CSUs). “Ele [o Governo] acabou com os Centros Sociais Urbanos, que sempre foram espaços de convivência, cultura, esporte e qualificação. Nós vamos redesenhar os CSUs de Salvador e do interior, começando justamente pelos bairros com maior incidência de violência. A gente combate a violência com polícia e presídio, mas também com educação, esporte e oportunidade”, concluiu.