Um estudo publicado na Revista de Saúde Pública em junho de 2024 revelou dados alarmantes sobre a mortalidade materna no Brasil. Entre 2017 e 2022, a taxa de mortalidade materna entre mulheres negras foi de 125,8 por 100 mil nascidos vivos, enquanto entre mulheres brancas e pardas, essa taxa foi de 64 por 100 mil. Os dados indicam que, em todas as regiões do país e faixas etárias, a cor de pele preta é um fator chave da mortalidade.
A vereadora Ireuda Silva (Republicanos), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e vice da Comissão de Reparação, comentou os dados: “Esses números são mais do que preocupantes; são um reflexo cruel do racismo estrutural que permeia nossa sociedade. Quando falamos de mortalidade materna, não estamos apenas discutindo saúde pública, mas também o valor que a sociedade atribui à vida de mulheres negras.”
Segundo Ireuda, os dados evidenciam a necessidade urgente de políticas públicas direcionadas que enfrentem as desigualdades raciais no sistema de saúde. “É inadmissível que em pleno século XXI as mulheres negras continuem sendo as mais afetadas por um sistema de saúde que deveria proteger a todos igualmente. Precisamos de um olhar atento e de medidas concretas para combater esse genocídio silencioso”, reforça.
A vereadora ainda destacou a importância de iniciativas que promovam o acesso igualitário à saúde e a conscientização sobre os direitos das mulheres negras. “Precisamos unir esforços em todas as esferas – municipal, estadual e federal – para garantir que as vidas das mulheres negras sejam protegidas e valorizadas. A luta contra o racismo também é uma luta pela vida”, conclui Ireuda Silva.
Foto:Ascom

