A última edição das plenárias do Programa de Governo Participativo (PGP) pelo interior da Bahia ocorreu em Santo Antônio de Jesus, neste domingo (26), onde o senador Jaques Wagner discursou em defesa deste modelo de escuta popular criado pelo PT. No evento, o parlamentar defendeu os legados de Lula e Jerônimo e cobrou debate de propostas para o desenvolvimento socioeconômico da Bahia.
“Nós somos líderes políticos. Não basta fazer obra. Obra é cimento. É preciso dizer para a nossa gente qual é o caminho. Em tempos de ódio, nós pregamos paz e companheirismo. O que a gente carrega por dentro, no coração e na mente, é fundamental para formar um grupo político com princípios. O governador Jerônimo tem secretários que poderiam apresentar um programa de governo, mas escutar a população é superior a qualquer plano”, disse o senador.
Wagner também destacou o desempenho do governador Jerônimo Rodrigues que, de acordo com levantamento do G1, foi o 3º gestor estadual do país que mais cumpriu promessas de campanha, atrás apenas de Maranhão e Piauí. Ao relembrar sua trajetória de 48 anos de amizade e trabalho com o presidente Lula, Wagner convocou a militância a defender o projeto político de Jerônimo e Lula com argumentos e dados em áreas centrais como saúde, educação e habitação.
“A Bahia tinha apenas uma universidade até Lula chegar, hoje tem 6 universidades federais. Tínhamos apenas uma escola técnica até o Lula chegar, hoje temos 37 e mais oito sendo construídas. Vamos completar 3 milhões de moradias entregues pelo Minha Casa, Minha Vida. O nosso governador, em apenas um mandato, entregou 15 hospitais novos. Nós temos muitos dados para argumentar”, completou.
Wagner também criticou a oposição estadual e apontou gargalos nas gestões municipais da capital e de Feira de Santana. O senador cobrou da oposição mais ações nas redes próprias de saúde, argumentando que a falta de investimentos municipais sobrecarregam a média e alta complexidade no estado.
“Salvador, entre 27 capitais do Brasil, é a terceira pior em educação infantil no tempo certo. A Prefeitura de Fortaleza tem 10 hospitais municipais, Recife tem oito e Salvador, apenas dois. Feira de Santana não tem nenhum hospital municipal, vai tudo para o hospital estadual. Aí é fácil, os caras não cumprem a obrigação e vem culpar o governador”, cobrou.