Salvador, 18/07/2026 12:19

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Jaques Wagner teve registro de venda de imóveis bloqueado após decisão do STF, diz jornal

Foto: PAOP
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O senador Jaques Wagner (PT-BA) tentou concluir a venda de dois imóveis de alto valor após ser alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, segundo reportagem publicada neste sábado (18) pelo jornal O Estado de S. Paulo. As negociações, no entanto, foram interrompidas por decisão judicial que determinou o bloqueio dos bens.

De acordo com a publicação, um terreno avaliado em R$ 15,8 milhões teve o pedido de registro da venda protocolado no 1.º Ofício de Registro de Imóveis de Camaçari em 19 de junho, um dia após a deflagração da operação da Polícia Federal. O cartório, porém, deixou de efetivar a transferência ao receber a ordem de indisponibilidade patrimonial determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Ainda segundo a reportagem, Wagner também negociava a venda de um apartamento em Salvador por R$ 10 milhões. O pedido de registro da operação havia sido apresentado ao cartório cerca de uma semana antes da ação da Polícia Federal, mas a transação também foi bloqueada em razão da decisão judicial.

Estadão informa que, apesar da indisponibilidade dos imóveis, o senador já teria recebido ao menos R$ 12 milhões referentes às negociações.

Defesa nega irregularidades

Procurada pelo jornal, a defesa de Jaques Wagner afirmou que as operações não apresentam qualquer ilegalidade e disse que o senador não comentará o caso fora do âmbito judicial.

“A defesa do senador Jaques Wagner esclarece que ele não se manifestará sobre condutas que não sejam sobre sua campanha eleitoral. Todos os demais assuntos estão e continuarão sendo tratados judicialmente. Todos os fatos apurados são públicos e com registros públicos. Não há mínima irregularidade e nem nada a esconder”, disse o advogado Pablo Domingues.

Investigação

A Operação Compliance Zero apura suspeitas de pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos supostamente ligados ao Banco Master. No caso de Jaques Wagner, a Polícia Federal investiga se o senador teria recebido benefícios para atuar em favor dos interesses do empresário Daniel Vorcaro, controlador da instituição financeira.

Entre os elementos citados pela investigação está um apartamento de luxo em Salvador, avaliado em R$ 2,5 milhões e destinado à filha do senador. Segundo a Polícia Federal, o imóvel teria sido adquirido por uma empresa ligada a terceiros com recursos cuja origem estaria relacionada a operações envolvendo o Banco Master.

Após ser alvo da operação, em junho, Jaques Wagner deixou a liderança do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Senado. O parlamentar nega qualquer irregularidade, afirma que manteve apenas relações institucionais com os investigados e sustenta que não foi denunciado nem se tornou réu no inquérito.

andre
Jornalista com experiência nas editorias de esporte e política, com passagens pela Premier League Brasil, Varela Net e Prefeitura Municipal de Laje. Apaixonado por esportes e música.

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