Salvador, 18/07/2026 09:06

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Afonso Florence cobra explicações de grupo de ACM Neto após novas investigações

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As novas investigações do Ministério Público da Bahia (MP-BA) sobre supostas fraudes em contratos públicos voltaram a atingir o entorno político de ACM Neto (União Brasil) e motivaram uma dura reação do deputado federal Afonso Florence (PT).

Para o parlamentar, a sequência de fortes evidências reunidas nas investigações e as denúncias envolvendo aliados do ex-prefeito de Salvador revelam um padrão gravíssimo de suspeitas de desvios de dinheiro público que precisa ser investigado profundamente e conhecido pela sociedade baiana.

“Não se trata de episódios isolados. É uma sequência de fatos que compõe um histórico capaz de comprometer a credibilidade de um grupo político que pretende governar a Bahia”, afirma Florence.

“A corrupção virou marca do grupo de ACM Neto, é o que apontam as investigações. Há uma sucessão de denúncias envolvendo aliados muito próximos do ex-prefeito, contratos milionários sob suspeita e graves indícios de desvios de dinheiro público. O povo baiano merece explicações”, destacou.

A declaração ocorre após a divulgação de que a empresa G3 Polaris, investigada pelo Ministério Público por suspeitas de integrar um esquema de fraudes em licitações e contratos públicos em Salvador, também recebeu mais de R$ 11 milhões da Prefeitura de Jequié entre 2023 e 2025, durante a gestão do então prefeito Zé Cocá, atual aliado de ACM Neto na chapa de oposição.

A mesma empresa também firmou contratos milionários com administrações ligadas ao grupo político de ACM Neto em Vitória da Conquista. Em Salvador, segundo o Ministério Público, a G3 Polaris integra um grupo econômico investigado que movimentou mais de R$ 321 milhões em contratos públicos entre 2015 e 2026, durante as gestões de ACM Neto e Bruno Reis. As investigações apuram suspeitas de fraude em licitações, corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Para Afonso, o avanço das investigações reforça a necessidade de transparência por parte dos líderes da oposição.

“Os baianos têm o direito de saber quem foram os beneficiados pelos desvios que estão sendo investigados pelo Ministério Público e por que há tantas denúncias envolvendo contratos milionários nas sucessivas gestões do grupo de ACM Neto. Honestidade não é favor; é obrigação de todo gestor público para com quem paga impostos”, declarou.

O deputado também disse que a Bahia vive dois modelos distintos de gestão.

“Enquanto o governo Jerônimo Rodrigues trabalha para ampliar investimentos, fortalecer os órgãos de controle e melhorar a vida das pessoas, a oposição acumula manchetes ligadas a suspeitas de corrupção. As investigações precisam avançar com independência, garantindo o devido processo legal, para que todos os fatos sejam esclarecidos e eventuais responsáveis sejam responsabilizados na forma da lei”, concluiu.

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