Salvador, 17/07/2026 17:35

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Parceria entre Lula e Jerônimo recoloca Bahia no mapa da indústria naval, diz Rosemberg

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A parceria entre os governos do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues vem abrindo uma nova etapa para a economia baiana, marcada pela retomada da indústria naval, pela atração de investimentos e pela criação de empregos qualificados. Para o líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado Rosemberg Pinto (PT), os resultados mostram a diferença entre um projeto de desenvolvimento e a retórica da oposição.

“Enquanto ACM Neto passa o tempo chorando, reclamando e prometendo que um dia vai criar empregos, Lula e Jerônimo arregaçaram as mangas para potencializar a economia baiana. A diferença é simples: de um lado, discurso; do outro, investimento, fábrica funcionando e trabalhador contratado”, afirmou Rosemberg.

Os projetos associados à retomada do setor naval na Bahia somam R$ 8,5 bilhões em financiamentos aprovados pelo Fundo da Marinha Mercante e projetam mais de 4,7 mil empregos diretos. Os recursos contemplam a construção e modernização de embarcações, a ampliação de estaleiros e o fortalecimento da infraestrutura marítima e portuária.

Rosemberg lembrou que a experiência do grupo de ACM Neto na administração de Salvador está longe de representar um exemplo na geração de oportunidades. Durante as gestões do seu grupo, a cidade ficou conhecida como “capital nacional do desemprego” e chegou a registrar, no terceiro trimestre de 2022, taxa de 19,4%, a maior entre todas as capitais brasileiras. “Quem governou uma cidade marcada pelo desemprego não pode aparecer agora como vendedor de uma fórmula que nunca aplicou”, ironizou.

Um dos principais marcos da recuperação industrial é a encomenda de seis embarcações de apoio offshore ao Estaleiro Enseada, em Maragogipe. O projeto integra um pacote de R$ 2,6 bilhões anunciado pela Petrobras, que inclui também a retomada da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados. Somente a construção dos navios tem previsão de quatro anos de trabalho, 40% de conteúdo nacional e geração de milhares de empregos diretos e indiretos.

Para o deputado, a importância do projeto não está apenas no volume financeiro. A indústria naval mobiliza soldadores, engenheiros, técnicos, projetistas, metalúrgicos, eletricistas e trabalhadores da logística, formando uma cadeia produtiva capaz de distribuir renda por vários municípios do Recôncavo. “Não é emprego improvisado. É trabalho qualificado, conhecimento acumulado e perspectiva de futuro”, destacou.

Com 1,6 milhão de metros quadrados, o Complexo Portuário e Industrial Enseada reúne estaleiro, área industrial e terminal logístico. A licença definitiva concedida pela Antaq permite movimentar granéis, cargas gerais e equipamentos de grande porte. A ampliação da área alfandegada para 740 mil metros quadrados abre espaço para novas operações, inclusive com torres e pás eólicas.

A retomada da Fafen amplia esse processo ao recuperar a produção de fertilizantes e movimentar uma cadeia ligada à energia, ao agronegócio e à soberania nacional. No Canteiro de São Roque, estudos avaliam a utilização da estrutura no descomissionamento de plataformas da Petrobras, criando outra frente de investimento, qualificação e trabalho no Recôncavo. O parque industrial também poderá fabricar torres eólicas para projetos em terra e no mar, além de estruturas destinadas a grandes obras. Entre as possibilidades estudadas está o fornecimento de componentes para a Ponte Salvador–Itaparica, ampliando as perspectivas de utilização permanente do complexo.

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