Em Itabuna, senador do PSD reage com firmeza às declarações do prefeito soteropolitano, cobra postura institucional e ressalta aval a empréstimos bilionários na CAE
O cenário político baiano esquentou na noite desta quinta-feira (16) com um forte bate-boca institucional entre a Prefeitura de Salvador e a bancada do estado no Senado Federal. O senador Otto Alencar (PSD-BA) rebateu de forma categórica as acusações do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), que havia afirmado publicamente que o parlamentar governista jamais destinou recursos de emendas orçamentárias para a capital baiana. Durante agenda no município de Itabuna, no Sul do estado, Otto classificou a fala do gestor como injusta e apontou falta de diálogo por parte do Palácio Thomé de Souza.
“Olha, ele nunca pediu. Primeiro, ele nunca pediu. Agora, não cabe a um senador tá colocando emenda para Salvador se o prefeito nunca me procurou. Ele nunca me procurou, nunca me pediu absolutamente nada”, disparou o senador, devolvendo a responsabilidade pelo isolamento institucional ao prefeito soteropolitano. Segundo Otto Alencar, o Palácio Thomé de Souza adota uma postura de confronto em vez de buscar canais republicanos de interlocução em Brasília para o envio de verbas.
Para contrapor a narrativa de que estaria travando o desenvolvimento de Salvador, o senador relembrou sua atuação técnica como presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal. Otto pontuou que, longe de boicotar a cidade, agiu como facilitador para a liberação de grandes operações de crédito internacional e nacional que financiaram as principais obras de infraestrutura e mobilidade executadas pela prefeitura nos últimos anos.
“Segundo, todos os projetos de empréstimo que Salvador pediu, eu era o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos e nós aprovamos todos. O que ele me pediu foi empréstimo, e nós votamos para votar e foi aprovado”, defendeu o parlamentar do PSD. A contraofensiva de Otto Alencar joga luz sobre os bastidores da disputa eleitoral de 2026, evidenciando que o bloco liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) pretende usar o aval técnico a financiamentos bilionários para rebater as acusações de perseguição política feitas pelo União Brasil na capital.