No Comércio, prefeito argumenta que descentralização de mercados diminuiu fluxo no centro e defende projeto de R$ 450 milhões para interligar metrô à Baixa dos Sapateiros
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), apresentou uma análise sobre os fatores urbanísticos e econômicos que motivaram a retração do fluxo comercial na região da Baixa dos Sapateiros e da Barroquinha. Durante entrevista nesta quinta-feira (16), o gestor rebateu críticas da oposição que atribuem o esvaziamento do Centro Histórico a problemas na malha de transporte coletivo e apontou a pujança comercial dos bairros periféricos como o real motivo da mudança de comportamento do consumidor.
“Eu quero lembrar a vocês que hoje em todo bairro, se você olhar aqui, se for na Aliomar Baleeiro, se você for na rua direta de São Marcos, se você for na Cajazeiras 10, se você for em Periperi, vocês vão ver que as atividades comerciais que têm aqui surgiram nos bairros. Então, aquela, digamos, tradição que as pessoas tinham de vir ao centro da cidade para comercializar os produtos, à medida que o comércio foi crescendo nos bairros, as pessoas passaram a adquirir esses produtos nos seus bairros. E isso foi diminuindo a demanda e fluxo de pessoas”, detalhou Bruno.
Como estratégia de mitigação, o prefeito listou os investimentos da prefeitura na modernização de ativos como o Mercado de São Miguel e o Terminal da Barroquinha, além de parcerias de consultoria com o Sebrae. Contudo, o gestor revelou que o plano definitivo para revitalizar a região central de Salvador envolve uma grande intervenção estrutural de mobilidade orçada em R$ 450 milhões, que ligará a Ladeira da Montanha e o Comércio à rede metroviária através de um túnel de passagem no Campo da Pólvora.
O prefeito destacou que a consolidação da obra dependerá de alinhamento político estratégico nos próximos anos para assegurar o aporte financeiro. “É óbvio que se eu puder contar com a parceria, principalmente a partir do próximo ano, de um governador aliado, a gente possa tirar esse projeto do papel e aí facilitar ainda mais a acessibilidade e, de uma vez por todas, desmistificar essa lógica”, concluiu Bruno Reis.