Salvador, 16/07/2026 18:51

Jornalismo ético compromissado com a verdade

Brasil

Rui Costa: “Trump contou com Flávio Bolsonaro” para taxar produtos brasileiros e atacar a economia nacional

Compartilhe:

google-news-follow

Ex-ministro afirma que atuação de Flávio e Eduardo Bolsonaro legitimou a decisão de Donald Trump e destaca que a abertura de 600 mercados fortaleceu a capacidade de reação do Brasil

O ex-ministro da Casa Civil Rui Costa responsabilizou, nesta quinta-feira (16), o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro pela política comercial adotada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o Brasil. Durante entrevista à Rádio Piatã FM, Rui afirmou que ambos legitimaram a decisão americana de impor uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, medida que, segundo ele, pode reduzir as exportações, afetar a indústria nacional e comprometer empregos.

“Trump infelizmente contou com o Flávio Bolsonaro, o Eduardo Bolsonaro, que está morando lá, que foi pedir a ele, ou seja, legitimar a fixação de taxas e a punição para o Brasil”, declarou Rui. Segundo o ex-ministro, a elevação das tarifas encarece os produtos brasileiros no mercado norte-americano e reduz a competitividade das exportações nacionais. “Diminui o volume de exportação porque, obviamente, o produto brasileiro para entrar lá fica mais caro. O consumidor americano pode optar por outro produto de outro país. Isso pode impactar o emprego e a produção industrial daqui, porque você não vai ter esse mercado para vender”, afirmou.

Ao analisar a estratégia adotada por Trump, Rui disse que o presidente americano busca reindustrializar os Estados Unidos por meio da imposição de tarifas comerciais a diversos países. Na avaliação dele, trata-se de uma política de enfrentamento econômico diante da perda de competitividade da indústria americana, especialmente em relação aos países asiáticos.

Rui, que governou a Bahia entre 2015 e 2022 e integrou o primeiro escalão do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por mais de três anos como ministro da Casa Civil, também saiu em defesa da política externa brasileira. Segundo ele, a ampliação dos mercados internacionais promovida pelo governo federal reduziu a dependência histórica do Brasil em relação aos Estados Unidos.
“Desde que entrou, o presidente Lula abriu 600 mercados para a economia brasileira. Antes, 27% de tudo o que o Brasil exportava ia para os Estados Unidos. Hoje, apenas 12% das exportações têm como destino o mercado americano. O Brasil diversificou seu comércio internacional”, afirmou.

Para Rui, essa estratégia permitiu ao país enfrentar o atual cenário com maior capacidade de reação e tende a acelerar a expansão das relações comerciais com outros parceiros. “Essa medida vai acelerar o incremento do comércio com outros países, em especial a China, países asiáticos e países árabes, diminuindo ainda mais a dependência do Brasil em relação aos Estados Unidos”, concluiu.

Pré-candidato ao Senado pela Bahia, Rui concedeu a entrevista na manhã desta quinta-feira, um dia após o governo brasileiro anunciar que continuará negociando com os Estados Unidos, ao mesmo tempo em que adotará medidas para proteger os setores atingidos pelas novas tarifas e recorrerá aos instrumentos previstos na Lei da Reciprocidade Comercial e à Organização Mundial do Comércio (OMC).

Fotos: Reprodução/ YouTube

Jornalista, escritor e estrategista de comunicação. Profissional de visão analítica e atuação multidisciplinar, forjou-se na redação do Grupo A Tarde (jornalismo popular e cidade) e na comunicação institucional da AGERBA. Alia o faro investigativo ao rigor técnico, com experiência em coleta e análise de dados primários e econômicos para órgãos públicos. Em sua trajetória, comandou a assessoria de imprensa e a gestão de redes sociais em campanhas políticas para bases superiores a 300 mil seguidores. É especialista em redação SEO e copywriting, produzindo textos e conteúdos corporativos para gigantes do mercado (como Bradesco e Odebrecht), além de atuar como estrategista na elaboração de centenas de projetos institucionais e ESG de alto impacto para captação de recursos. No mercado editorial, codirige um empreendimento ligado a uma fraternidade esotérica e já assinou a edição final e a revisão de dois livros publicados.

Gostou? Compartilhe!

google-news-follow

LEIA TAMBÉM