Salvador, 15/07/2026 19:28

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Afonso Florence cobra de Bruno quais medidas tomou depois que soube das irregularidades na prefeitura

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A declaração de Bruno Reis de que já conhecia as irregularidades envolvendo empresas investigadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) abriu uma nova frente de questionamentos sobre a conduta da administração municipal. Para o deputado federal Afonso Florence (PT), o prefeito precisa explicar o que fez — e, sobretudo, o que deixou de fazer — depois de tomar conhecimento dos fatos.

O ponto levantado pelo parlamentar não se limita à existência das irregularidades, agora investigadas pelo Ministério Público da Bahia. Florence quer saber quando a gestão municipal foi informada, quais providências adotou e por que os contratos permaneceram em vigor mesmo após os problemas terem sido identificados.

“Se o prefeito já sabia da existência dessas irregularidades, a sociedade precisa entender por que os contratos permaneceram em vigor e por que a situação só ganhou uma resposta mais contundente após a atuação do Ministério Público. Essa explicação é indispensável”, afirmou.

As investigações apontam a atuação, durante anos, de um grupo criminoso dentro da Prefeitura, com suspeitas de fraudes em licitações e desvios de recursos públicos. Na avaliação de Afonso Florence, a admissão de conhecimento prévio transfere o debate para o período anterior à operação: o intervalo entre a descoberta das irregularidades pela administração e a adoção de medidas efetivas para interrompê-las.

“Diante do que declarou, o prefeito parece réu confesso, admite que prevaricou e que cometeu crime de responsabilidade. É uma afirmação grave, que precisa ser devidamente investigada pelos órgãos competentes”, declarou o deputado.

O parlamentar defendeu a investigação rigorosa dos fatos, com respeito ao devido processo legal, e à presunção de inocência, mas afirmou que a apuração precisa alcançar também as responsabilidades administrativas e políticas.

Para ele, não basta informar que a Prefeitura sabia: Bruno Reis deve esclarecer há quanto tempo sabia, quem foi comunicado, por que os contratos continuaram, quanto foi pago nesse período e quais medidas foram tomadas para impedir possíveis prejuízos aos cofres públicos.

Jornalista, escritor e estrategista de comunicação. Profissional de visão analítica e atuação multidisciplinar, forjou-se na redação do Grupo A Tarde (jornalismo popular e cidade) e na comunicação institucional da AGERBA. Alia o faro investigativo ao rigor técnico, com experiência em coleta e análise de dados primários e econômicos para órgãos públicos. Em sua trajetória, comandou a assessoria de imprensa e a gestão de redes sociais em campanhas políticas para bases superiores a 300 mil seguidores. É especialista em redação SEO e copywriting, produzindo textos e conteúdos corporativos para gigantes do mercado (como Bradesco e Odebrecht), além de atuar como estrategista na elaboração de centenas de projetos institucionais e ESG de alto impacto para captação de recursos. No mercado editorial, codirige um empreendimento ligado a uma fraternidade esotérica e já assinou a edição final e a revisão de dois livros publicados.

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