O ex-ministro da Casa Civil Rui Costa (PT) afirmou que o governo do então presidente Jair Bolsonaro (PL) tentou barrar a duplicação da ligação entre Ilhéus e Itabuna e que a obra só foi executada porque o Governo da Bahia decidiu financiá-la com recursos próprios. A declaração foi dada nesta quarta-feira (15), em entrevista à Rádio Boa FM, de Itabuna.
Ao comentar a implantação da BA-649, Rui afirmou que a gestão federal cancelou um convênio firmado anteriormente para viabilizar a intervenção, sob o argumento de que o trecho pertencia à malha rodoviária federal.
“Nós recentemente inauguramos uma parte da duplicação de Ilhéus-Itabuna, mas foi uma intervenção difícil porque, na época, o então presidente da República foi contra a obra, tentou impedir que a gente fizesse, alegando que a BR era propriedade do Governo Federal. Cancelou o convênio que Dilma tinha deixado e nós tocamos a obra com recurso próprio”, afirmou.
O petista utilizou o episódio para defender a atuação dos governos do PT na região sul da Bahia. Segundo ele, os investimentos realizados nos últimos anos abrangem diferentes áreas da infraestrutura e dos serviços públicos, com impacto no desenvolvimento regional.
Rui citou obras de mobilidade, saúde, educação, saneamento básico e contenção de encostas, além de defender a retomada das obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), considerada estratégica para o escoamento da produção baiana.
“Eu tenho orgulho de poder dizer que, depois do governador Lomanto Júnior, fomos o governo que mais investiu na história dessa região e vamos continuar investindo. Estou ansioso para ver a retomada da obra da Bamin, porque esse é um vetor de desenvolvimento importante não só para o litoral sul, mas para o oeste e para o sudoeste da Bahia”, concluiu.
As declarações foram feitas durante entrevista concedida à emissora do sul do estado, em um momento em que lideranças petistas intensificam agendas no interior da Bahia e reforçam o discurso sobre obras executadas pelos governos estadual e federal às vésperas da disputa eleitoral de 2026.