Em plenária em Pau da Lima, ex-presidente da UPB critica crônica falta de subsídios do governo estadual, cita o exemplo de Jequié e defende união com ACM Neto para socorrer prefeituras.
O ex-presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB) e liderança do interior, Zé Cocá ([Partido]), desferiu duras críticas à atuação da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (AGERBA). Durante o encontro “Sua Voz é Nossa Voz”, realizado na noite desta terça-feira (14) no bairro de Pau da Lima, em Salvador, Cocá acusou o órgão estadual de operar sob critérios estritamente político-partidários, abandonando os municípios baianos diante do sufocamento financeiro dos sistemas de transporte coletivo.
Cocá relatou o drama que enfrentou em sua própria região para impedir a paralisação total das frotas locais, uma realidade que, segundo ele, repete-se em quase todas as cidades de médio e grande porte do estado.
“O transporte público é um problema que o governo do estado precisa, precisa dialogar com os municípios. Quando eu entrei em Jequié, Neto, a primeira coisa que eu achei nos peitos foi uma empresa parando o transporte. Nenhuma empresa quis pegar o transporte público municipal. O município teve que trazer para ele, adquirir ônibus novos e colocar. Mas mesmo assim continua a dificuldade”, relatou a liderança.
Salvador como vidraça e o papel do Estado
Zé Cocá argumentou que prefeitos como Bruno Reis (União Brasil) são obrigados a aportar volumes gigantescos de recursos próprios para salvar o sistema de transporte da falência, comprometendo verbas que poderiam ser destinadas a outras áreas essenciais. Ele defendeu que o governo do estado resgate sua obrigação legal de subsidiar o setor.
“A AGERBA de fato, meu irmão, faz um trabalho quase 100% político, desordenado, desorganizado. Então é momento importante, com você (ACM Neto) atuando para que a gente consiga chegar em todas as cidades da Bahia em parcerias junto ao governo do estado para que resolva de vez”, cobrou o político, apontando o dedo para a falta de suporte institucional.