Prefeito associa melhoria fictícia nos índices escolares do PT à aprovação automática de estudantes e denuncia mortes na fila de leitos na Bahia.
Em continuidade ao balanço crítico feito sobre as duas décadas de gestão do PT na Bahia, o prefeito Bruno Reis (União Brasil) disparou artilharia pesada contra as políticas públicas voltadas à educação média e ao sistema de saúde estadual. Na plenária em Pau da Lima, Reis sustentou que as deficiências de gestão do Executivo estadual estão mascaradas por decretos polêmicos e ineficiência técnica crônica.
Ao analisar a educação, o prefeito contestou a evolução dos indicadores estaduais, alegando que o avanço nas tabelas nacionais decorre de uma manobra de progressão continuada forçada nas salas de aula.
“Se a gente for para a educação, é a penúltima do Brasil. Deixou de ser a última porque aprova automaticamente os alunos, sem aprender nada, sem frequentar as aulas, sem precisar fazer prova”, acusou o gestor municipal, ecoando críticas de sindicatos e especialistas da área.
O drama da fila da regulação
Reis também trouxe para o debate o sofrimento das famílias soteropolitanas que dependem do sistema de transferência hospitalar do estado, classificando a Central de Regulação da Bahia como um gargalo letal.
“Se a gente for para as principais políticas públicas de qualquer governo: a primeira, a saúde. Vocês sabem o que vocês sofrem e esperam na regulação. Muita gente morrendo, perdendo as vidas por incompetência desse governo que está aí”, concluiu o prefeito, justificando a urgência de uma mudança estrutural no Palácio de Ondina.