Em entrevista ao portal Política ao Ponto (PAOP) em Salvador, parlamentar do PL prega neutralidade do Judiciário diante do início do processo eleitoral de 2026 e avalia medidas de afastamento.
A deputada federal Roberta Roma (PL) defendeu o princípio da imparcialidade e da neutralidade do Poder Judiciário no atual cenário político do país. Presente na plenária popular do projeto “Sua Voz é Nossa Voz”, realizada na noite desta terça-feira (14) na Catedral AD Pau da Lima, em Salvador, a parlamentar baiana sustentou que o cumprimento das leis e as decisões judiciais devem ocorrer de forma isenta, distantes de paixões partidárias ou polarizações ideológicas.
Ao ser questionada se concordava com a premissa de que qualquer gestor ou agente público que cometa desvios de conduta deve responder legalmente por seus atos, a deputada foi enfática na defesa da igualdade jurídica.
“Quem errou… tem que pagar? Independente de partido político… Eu acho que a gente tem que ter uma justiça que seja neutra e imparcial e que seja justa, como deve ser”, asseverou a congressista do PL, destacando que as punições ou apurações de denúncias não podem carregar marcas de perseguição política.
Medidas cautelares e o peso do ano eleitoral
Roberta Roma também comentou o avanço de procedimentos judiciais e decisões liminares de afastamento temporário de cargos que têm movimentado o cenário nacional e estadual à medida que a corrida eleitoral se aproxima. Para ela, o rigor legal deve ser o mesmo para qualquer cidadão, independentemente do grupo ao qual esteja filiado.
“São medidas, né? Independente… se é de Lula ou de Bolsonaro, se o cidadão tinha direito à mala, tinha direito à prática, tinha direito à voz… E agora, com esse processo eleitoral…”, ponderou a parlamentar, sinalizando a necessidade de preservar as garantias de defesa dos investigados para evitar abusos durante o período de disputa nas urnas.