O presidente do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado, João Roma, criticou nesta terça-feira (14) a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou à defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) prestar esclarecimentos sobre a divulgação de uma carta lida nas redes sociais pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Em entrevista à Rádio Metrópole, Roma afirmou que a decisão representa um excesso por parte do magistrado e defendeu a postura do ex-presidente.
“Moraes exagerou na dose e coloca muito passionalismo em algo que a Justiça deveria fazer o contrário: serenar os ânimos”, afirmou.
O dirigente do PL também declarou que Bolsonaro atua de forma transparente e sustentou que o conteúdo da carta divulgada nas redes sociais não ultrapassa os limites do debate político.
As declarações ocorrem após Moraes conceder prazo de 48 horas para que a defesa informe se Bolsonaro tinha conhecimento prévio da divulgação do documento nas redes sociais. O ministro apura se houve descumprimento da medida cautelar que proíbe o ex-presidente de utilizar redes sociais, direta ou indiretamente.
Na mesma decisão, Moraes determinou a suspensão, por 90 dias, das visitas de Flávio Bolsonaro ao pai e encaminhou o caso ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para apurar eventual propaganda eleitoral antecipada.
Durante a entrevista, Roma também comentou o convite feito por Flávio Bolsonaro para que representantes dos Estados Unidos acompanhem o processo político brasileiro. Para o ex-ministro da Cidadania, o diálogo entre autoridades de diferentes países é uma prática comum.
“A colaboração e a interação são fundamentais. Essa aproximação se dá muito mais dentro de uma faceta em que os dois têm uma inclinação mais à direita”, declarou.