Prefeito de Salvador criticou a manutenção da rodovia após a saída da ViaBahia; trecho afundou por falha estrutural em antigo bueiro, segundo o DNIT.
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), responsabilizou as gestões petistas pelos problemas registrados na BR-324 após o novo afundamento do pavimento no km 604, próximo ao antigo posto da Polícia Rodoviária Federal, em Simões Filho.
A declaração foi dada nesta sexta-feira (10), durante a entrega de uma obra de contenção de encosta na Vila Solidária Mar Azul, no bairro de Tubarão, em Salvador. Bruno afirmou que a saída da ViaBahia não foi acompanhada de uma solução definitiva para a rodovia.
“Mais uma comprovação da incompetência do governo do PT, que demorou não sei quantos anos para resolver o problema da retirada da ViaBahia e, quando retirou, não veio com a solução definitiva”, declarou.
O contrato com a ViaBahia foi encerrado em 2025. Desde então, a administração temporária da BR-324, que é uma rodovia federal, está sob responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, órgão vinculado ao Governo Federal, e não diretamente do Governo da Bahia.
Bruno também disse que a Prefeitura passou a custear e manter a iluminação da entrada de Salvador, enquanto persistem buracos e problemas nas vias marginais que atendem bairros como Valéria e Palestina.
“Quando assumiu a operação própria, eles não têm braço. Nós estamos pagando a iluminação, mantendo a iluminação, e eles mal sequer conseguem tapar os buracos da BR-324”, criticou.
O DNIT informou que o afundamento foi provocado por uma falha estrutural em um antigo bueiro sob o aterro da rodovia. O problema causou perda de material na camada de sustentação do pavimento e comprometeu as faixas nos dois sentidos. O tráfego foi desviado para os acostamentos durante os serviços emergenciais.
Ao mencionar as marginais, o prefeito afirmou que os acessos apresentam falta de conservação.
“Tudo esburacado, o mato já tomando conta e agora o asfalto cedendo. E eles sem contratos, eles sem condições de dar solução ao problema”, disse.
Bruno encerrou a declaração atribuindo a situação à falta de capacidade administrativa: “Isso é o quê? Má gestão, incompetência, falta de capacidade administrativa.”