Governador afirma que o Estado adotou medidas judiciais contra Leandro de Jesus; Jaques Wagner diz que parlamentar do PL será processado.
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) classificou como “caso de polícia” a retirada da placa de inauguração da BA-649, conhecida como Rodovia Gabriela, pelo deputado estadual Leandro de Jesus (PL). A declaração foi dada nesta sexta-feira (10), durante entrevista à Band FM, em Vitória da Conquista.
Leandro publicou um vídeo nas redes sociais retirando a placa e acusando o Governo da Bahia de promover uma “inauguração fake”. Segundo o deputado, parte da ligação entre Ilhéus e Itabuna ainda não estaria concluída, incluindo um viaduto sem conexão com a pista principal.
Jerônimo afirmou que eventuais questionamentos deveriam ser apresentados pelos caminhos institucionais, sem dano ao patrimônio público.
“Um gestor eleito com o voto do povo quebrar um patrimônio público é caso de polícia, é caso de Justiça. A Procuradoria-Geral do Estado já tomou providências”, declarou.
O governador acrescentou que o deputado estadual Rosemberg Pinto (PT) apresentou uma representação contra Leandro no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa da Bahia.
Também presente na entrevista, o senador Jaques Wagner (PT) criticou a ação do parlamentar e afirmou que a obra sofreu atrasos durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Política não é lugar de ódio, política é lugar de respeito e do debate de ideias. Mas, como o senhor não tem nada na sua cabeça, acha que é valentão quebrando patrimônio. O senhor vai ser processado”, disparou Wagner.
Ao rebater a acusação de que a estrada teria sido entregue sem condições de funcionamento, Jerônimo afirmou que a rodovia está liberada para o tráfego e que as intervenções restantes não impedem a circulação.
“Nós concluímos as duas pontes extremas. Estão faltando outras duas pontes e um viaduto que está judicializado. Mas isso não atrapalha o funcionamento da estrada”, explicou.
Segundo o governador, a população foi informada, durante a entrega, de que as estruturas complementares seriam concluídas posteriormente. Leandro de Jesus, por sua vez, sustenta que a inauguração ocorreu antes da conclusão integral da obra.