O deputado estadual Luciano Ribeiro (União Brasil) rebateu as declarações do líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia, Rosemberg Pinto (PT), que minimizou o encontro promovido pelos vereadores de diversas regiões do estado e teve a presença do ex-prefeito ACM Neto . Para o parlamentar, a fala revela o “desprezo” do grupo do governador Jerônimo Rodrigues (PT) pelos representantes que estão mais próximos da população.
Segundo Ribeiro, é lamentável que o líder do governo tente desqualificar a participação dos vereadores em um momento de diálogo político. “É uma declaração que demonstra um enorme desrespeito aos vereadores da Bahia. São homens e mulheres eleitos pelo voto popular, que conhecem de perto os problemas das suas cidades e estão diariamente ouvindo e atendendo às demandas da população. Desmerecer esse trabalho é desmerecer a própria democracia”, afirmou.
O deputado disse que a reação de Rosemberg evidencia a forma como o governo estadual trata os agentes políticos municipais.
“O governo Jerônimo parece não compreender a importância dos vereadores na construção das políticas públicas. São eles que estão na ponta, convivendo diariamente com a realidade das comunidades, recebendo as reclamações da população e buscando soluções para os problemas dos municípios. É lamentável que o líder do governo trate essas lideranças com tanto menosprezo. Mas, como diz o ditado, a soberba precede a queda”, declarou.
Luciano Ribeiro ressaltou que o encontro promovido por ACM Neto teve como principal objetivo fortalecer o diálogo com representantes de todas as regiões da Bahia. “Quem participou do evento viu vereadores vindos de todas as partes do estado, interessados em discutir os desafios dos seus municípios e contribuir para um projeto de futuro para a Bahia. Isso incomoda o governo, que prefere atacar os participantes em vez de ouvir o que eles têm a dizer”, afirmou.
O parlamentar também criticou o discurso de que apenas o Programa de Governo Participativo representa escuta da população.
“Escutar vereadores também é escutar o povo, porque eles são representantes legitimamente eleitos e conhecem como poucos a realidade dos seus municípios. O que parece incomodar o governo é perceber que essas lideranças estão cada vez mais insatisfeitas com o abandono do Estado e procurando alternativas para mudar a Bahia”, concluiu.