Em entrevista no 2 de Julho, gestor destacou mais de 18 mil prisões e 4 mil armas apreendidas; disse que operações são baseadas em inteligência e que combate é contra criminosos, não contra bairros.
O secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, afirmou, nesta quinta-feira (2), durante as comemorações da Independência do Brasil no Largo da Lapinha, em Salvador, que o Governo do Estado seguirá intensificando o enfrentamento às organizações criminosas, sem estigmatizar comunidades ou bairros da capital. Em tom firme, ele declarou que o “Estado não vai ser subjugado por facções”.
Questionado sobre a atuação das forças de segurança em áreas com maior incidência de violência, Werner defendeu que o combate deve ser direcionado aos criminosos, e não aos territórios. “Nós não podemos rotular nenhum tipo de bairro. Eu não gosto de fazer esse tipo de comentário em relação a bairros específicos. Até porque 99% das pessoas desses bairros são pessoas de bem, que também são vítimas da violência praticada pelas facções”, afirmou.
Operações intensificadas e resultados
Segundo Werner, a estratégia da Secretaria da Segurança Pública tem sido ampliar as operações policiais em todo o estado. “Nós temos intensificado, sim, as operações. Já são mais de 100 operações policiais e vamos continuar intensificando as ações contra as facções, contra os criminosos, independentemente de qual bairro seja”, destacou.
O secretário ressaltou que as ações têm apresentado resultados consistentes. “Isso culminou no aumento do número de pessoas presas em relação aos anos anteriores, resultado que vem sendo registrado há três anos consecutivos”, disse. De acordo com ele, mais de 18 mil pessoas foram presas e mais de 4 mil armas de fogo foram retiradas de circulação.
“São mais de 18 mil pessoas presas e mais de 4 mil armas retiradas das ruas, inclusive em localidades onde temos intensificado as ações de segurança. São operações cada vez mais baseadas na inteligência, para que possamos alcançar não apenas os executores, mas também as lideranças criminosas”, afirmou.
Combate a lideranças e inteligência
O secretário explicou que as investigações também buscam localizar chefes de organizações criminosas que atuam na Bahia, mas estão escondidos em outros estados. “Buscamos as lideranças responsáveis por crimes não apenas naquela localidade, mas também em outras regiões de Salvador e até em outros estados da Federação, onde muitos estão escondidos em razão das ações que estamos realizando aqui na Bahia”, ressaltou.
Ao encerrar, Marcelo Werner reafirmou que o enfrentamento às facções continuará sendo uma prioridade. “A gente vai continuar realizando essa ação. Não abrimos mão desse enfrentamento. O Estado não vai ser subjugado por facção. Temos uma posição muito firme em relação a isso. É um enfrentamento orientado pela inteligência, pela legalidade, sempre buscando reduzir as mortes violentas e os crimes contra o patrimônio no nosso Estado”, concluiu.