Em entrevista exclusiva ao BMF – Portal de Notícias, ao desembarcar em Jequié, o pré-candidato do União Brasil detalhou o projeto “Sua voz é nossa voz” e cobrou coerência do governo estadual.
O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (UB), desembarcou nesta terça-feira (30) no Aeroporto Vice Grilo, em Jequié, onde foi recepcionado pelo prefeito Flavinho, pelo pré-candidato a vice-governador, Zé Cocá (PP), e por diversas lideranças políticas locais. A comitiva se prepara para mais uma edição do projeto “Sua voz é nossa voz”, agendado para as 18h no município. Em entrevista exclusiva ao BMF – Portal de Notícias logo após o desembarque, Neto subiu o tom contra o governo do Estado e fez questão de se desvincular das recentes operações da Polícia Federal.
Questionado sobre as diferenças entre a iniciativa de escuta do União Brasil e o Programa de Governo Participativo (PGP) liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), ACM Neto não poupou críticas. “Não tem nada a ver uma coisa com a outra. Primeiro porque essa é uma escuta real. Essa é uma forma ampla e democrática de todo mundo participar. Diferente do que eles fazem do lado de lá, que é uma coisa artificial e, ao invés de eles ouvirem as pessoas, eles próprios falam pelas pessoas”, disparou o pré-candidato.
Neto aproveitou o momento para alfinetar o histórico de promessas não cumpridas pela gestão estadual, sugerindo que falta coerência aos atuais governantes. “Acho que o governador devia ter inclusive um pouco de vergonha no sentido de não voltar a um lugar onde ele prometeu alguma coisa, não cumpriu e agora ele volta e promete de novo. Como se não tivesse tido a oportunidade nos últimos quatro anos de ser governador da Bahia e fazer as coisas que assumiu na campanha passada”, asseverou.
O clima esquentou quando a reportagem do BMF indagou o ex-prefeito sobre a operação contra o Banco Master, que tem o senador petista Jaques Wagner como um dos alvos e cujo nome do próprio ACM Neto chegou a ser tangenciado nos desdobramentos. Incomodado com a associação, Neto exigiu separação dos fatos. “Primeiro, não misture as coisas, por favor. Afinal de contas, nós fizemos um trabalho transparente, regular, correto e já devidamente comprovado”, defendeu-se, transferindo o peso da investigação para o adversário: “Quem tem que avaliar a conduta do senador Jaques Wagner é o Poder Judiciário, são os órgãos de investigação, é a polícia. Se houve algum tipo de irregularidade, que tudo seja esclarecido e devidamente responsabilizado”.
Para encerrar o encontro, ACM Neto reafirmou a importância tática e eleitoral do prefeito de Jequié, Zé Cocá, na chapa majoritária da oposição. “Tá mais do que consolidado. Zé Cocá veio para ser a grande voz, o grande representante do interior da Bahia na nossa chapa. Como vice-governador, vai ter condições de fazer muito mais do que foi feito”, garantiu o ex-prefeito soteropolitano.
