Em entrevista exclusiva ao BMF – Portal de Notícias durante agenda em Jequié, o pré-candidato ao Senado pelo PL evitou comentar a crise familiar e direcionou críticas aos 20 anos de gestão do PT no Estado.
O ex-ministro da Cidadania e atual pré-candidato ao Senado pelo PL, João Roma, desembarcou no município de Jequié nesta terça-feira (30) para cumprir agenda política ao lado do pré-candidato ao governo baiano, ACM Neto (UB). Ao chegar à cidade, Roma foi abordado pela equipe do BMF – Portal de Notícias, que o questionou sobre o recente mal-estar público envolvendo figuras centrais de seu partido e da sua base política: o senador Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Sendo uma figura de extrema proximidade com o ex-presidente Jair Bolsonaro, Roma adotou um tom pacificador e evitou se aprofundar na crise familiar que tomou conta das redes sociais e da imprensa nacional. “Olha, eu acho que todo mundo tem família, cada um tem sua particularidade, né? Eu não vou entrar nessas motivações”, esquivou-se o candidato ao ser indagado pelo BMF.
Para Roma, as desavenças internas devem ser superadas em prol de um projeto político maior. O ex-ministro ressaltou que o sentimento de mudança precisa se sobrepor a qualquer rusga pessoal. “O que eu admiro e me motiva é justamente que é fundamental que a gente possa mudar o Brasil. Eu acho que isso vai falar mais alto, né? Eu acho que há um sentimento comum que coloca diferenças num plano menor”, argumentou.
Desviando o foco das polêmicas do clã Bolsonaro, João Roma aproveitou a oportunidade para mirar sua artilharia contra seus principais adversários locais, tecendo duras críticas às gestões do Partido dos Trabalhadores (PT) na Bahia. “Então, chegou o momento da gente realmente unir forças para que a gente possa libertar o Brasil desse período de 20 anos, não é, especialmente aqui na Bahia. São 20 anos de bonitas propagandas no período eleitoral, muitas promessas, mas nós sabemos que o PT não entrega o que promete”, disparou.
Encerrando a entrevista, Roma reforçou o discurso de renovação que tem pautado sua pré-campanha ao Senado. “O Brasil já sofreu demais, está na hora da gente mudar a Bahia e mudar o Brasil”, concluiu.
