Salvador, 30/06/2026 12:27

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Vereadora do PT cobra entrega da escola para autista em Salvador

Foto: PAOP
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A vereadora Marta Rodrigues (PT) afirmou nesta terça-feira (30) que a gestão do prefeito Bruno Reis vem acumulando “vergonhas e descasos” com a educação pública. Para a parlamentar, a rescisão do contrato para a conclusão da Escola Municipal do Curralinho, no Stiep, destinada ao atendimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), poucos dias após o fechamento da Escola Municipal do Rio Sena, escancara o desrespeito da Prefeitura com estudantes, famílias e com o dinheiro público.

Marta classificou a decisão como mais um “vexame” da gestão, criticou a falta de transparência e cobrou que o Executivo apresente imediatamente um cronograma para a conclusão da escola, além de esclarecer todos os atos relacionados à rescisão do contrato.

“É um absurdo. Em poucos dias, a Prefeitura acumula mais duas vergonhas na educação. Primeiro fecha uma escola e agora rescinde o contrato de outra que alimentou, durante anos, a esperança de milhares de famílias atípicas. Já são três anos de uma obra atrasada. O contrato, assinado em 2022 com promessa de entrega em 2023, foi encerrado sem qualquer explicação pública, sem transparência e sem respeito com quem esperava por esse equipamento. Fizeram propaganda dessa escola como se fosse um presente da gestão, quando construir escolas é uma obrigação do poder público. Agora deixam essas famílias desamparadas até na esperança. É inacreditável”, denunciou.

Segundo a parlamentar, o episódio ultrapassa os limites da capital baiana e compromete a imagem do grupo político liderado por Bruno Reis e pelo ex-prefeito ACM Neto. “Esse vexame não fica restrito a Salvador. A Bahia inteira assiste ao abandono da educação na capital, que contrasta com as centenas de escolas reformadas ou construídas pelo Governo do Estado. A escola para crianças atípicas foi anunciada com tanto marketing por esse grupo político, inclusive por ACM Neto, que também apresentou esse equipamento como um marco da gestão que o sucedeu. Agora, o que temos é mais um esqueleto de concreto”, resumiu.

Para a vereadora, a Prefeitura coleciona problemas na educação e a situação se tornou insustentável. “Recentemente, fechou uma escola no Rio Sena, um dos bairros mais populosos do Subúrbio Ferroviário, atingindo diretamente famílias e crianças da periferia. É sempre a população mais pobre que paga a conta. Basta lembrar também da crise do Pé na Escola, programa questionado pelo Ministério Público da Bahia e pelo Ministério Público Federal, deixando milhares de famílias apreensivas porque dependem desse benefício, que já é insuficiente”, afirmou.

De acordo com Marta, a Câmara Municipal não foi comunicada, a sociedade não recebeu explicações e ninguém sabe quanto já foi gasto, quais foram as razões da rescisão e quando a obra será retomada. “As decisões continuam sendo tomadas de forma unilateral, sem diálogo e sem prestação de contas. Quem paga essa conta é o contribuinte, que vê seus impostos serem desperdiçados enquanto famílias seguem esperando por um serviço público essencial. Esse parece ser o modus operandi da gestão”, destacou.

A vereadora afirmou que as famílias de crianças autistas não precisam de anúncios, placas de obras ou campanhas publicitárias. “Elas precisam de respeito, inclusão e políticas públicas funcionando. O mínimo que a gestão deve fazer é explicar esse absurdo e garantir que esse equipamento seja entregue o quanto antes”, disse.

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