Emocionado ao lembrar de suas origens em Plataforma, o ministro destacou o potencial econômico e turístico da Baía de Todos-os-Santos.
A entrega dos primeiros trechos da operação assistida do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) no Subúrbio de Salvador ganhou um tom de reparação histórica no discurso do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), nesta segunda-feira (29). Nascido no bairro de Plataforma, Rui classificou a obra como uma ferramenta para revelar as potencialidades de uma área negligenciada por décadas.
“Essa obra não é uma obra, a gente simplifica e resume dizendo que é uma obra de VLT, mas é muito mais do que isso. É como se a gente tivesse um palco de um teatro e tivesse abrindo as cortinas do palco. Essa obra aqui tá descortinando, abrindo, para o povo, não só de Salvador, da Bahia, de quem chega aqui, poder conhecer”, afirmou o ex-governador baiano. Ele destacou que a Baía de Todos-os-Santos e o Subúrbio Ferroviário representam ativos econômicos, culturais e gastronômicos gigantescos que precisam ser ativados para gerar emprego e renda.
Avançando na pauta de infraestrutura, Rui Costa ressaltou a solidez fiscal e a capacidade de execução do Governo da Bahia. Segundo o ministro, há 15 anos o Estado se mantém como o segundo maior investidor do Brasil, ficando atrás apenas de São Paulo. Ele comparou a situação baiana com o Rio de Janeiro. “O Rio de Janeiro arrecada mais do que o dobro da Bahia. Só que a Bahia investe mais do que o Rio. Mais do que Minas. Mais do que o Paraná. Mais do que o Rio Grande do Sul”, pontuou.
O ministro encerrou lembrando que a Bahia possui hoje a maior rede urbana de trilhos do país em termos proporcionais. “Se eu fizer uma continha básica, que é trilho de VLT e metrô proporcional à população, aqui nós tamo disparado em primeiro lugar”, celebrou Rui, valorizando os mais de 80 quilômetros projetados para o sistema na capital.
