Ministro relembrou infância no Subúrbio de Salvador e afirmou que a vivência das dificuldades faz a diferença na hora de governar.
A construção de unidades de beneficiamento para as marisqueiras do Subúrbio de Salvador e a chegada do VLT serviram de base para um discurso ideológico do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), nesta segunda-feira (29). Durante evento na capital baiana, Rui defendeu que as políticas públicas dependem do “olhar carinhoso” de quem tem intimidade com a pobreza.
Dirigindo-se ao governador Jerônimo Rodrigues (PT), o ministro elogiou a sensibilidade da atual gestão em construir um equipamento para certificar os mariscos da região, o que agregará valor à produção das trabalhadoras. “Porque político, muitos dizem que é tudo igual. Não é tudo igual. Tem aqueles que sentem na pele, porque têm a mesma origem e vida dos que aqui vivem”, cravou Rui Costa.
Estabelecendo uma conexão entre sua própria história de vida, criado nas encostas do bairro de Plataforma, e a do governador, que é natural do interior do Estado, Rui foi enfático sobre a empatia na política. “Só quem nasceu na zona rural de Aiquara é capaz de se sensibilizar e dizer: eu vou construir equipamento pra certificar produtos”, disse.
Em um relato pessoal e emocionado, o ministro recordou a infância difícil e a busca por alimentos na Baía de Todos-os-Santos. “Quando não tinha comida em casa, a gente descia, eu, os meninos da rua, pra pegar resto de carne na Lino Percei, na rua Bom Gosto, no açougue que tinha (…) e ia ali no Humaitá, no Monte Serrat. Ali tinha muito marisco. Pra botar, colher, botar na lata”, contou Rui, argumentando que essas áreas “eram invisíveis pra quem governou esse estado há 40 anos”.
