Salvador, 29/06/2026 11:41

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Jerônimo reafirma confiança e permanência do Secretário do Meio Ambiente após operação

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O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou nesta segunda-feira (29) que não pretende afastar o secretário estadual do Meio Ambiente, Eduardo Sodré Martins, após ele ser citado na sexta fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio envolvendo o Banco Master.

Ao ser questionado sobre o caso durante entrevista concedida após agenda da operação assistida do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), em Salvador, o petista afirmou que a existência de investigações, por si só, não justifica o desligamento de integrantes do primeiro escalão do governo.

“De forma nenhuma nós vamos fazer afastamento sem qualquer tipo de motivação concreta e provas. Eduardo é advogado, tá se defendendo, dele e da família, minha solidariedade, mas não há um espírito de qualquer afastamento de nenhum secretário. O motivo de estar acontecendo denúncias ou qualquer tipo de objeto, não há julgamento pra que a gente possa definir ou determinar a saída de qualquer secretário”, declarou.

A investigação da Polícia Federal aponta que Eduardo Sodré, enteado do senador Jaques Wagner (PT-BA), aparece como gestor da BN Financeira, empresa que, segundo os investigadores, recebeu R$ 3,5 milhões da PKL One em outubro de 2025. A transferência, de acordo com a apuração, teria sido antecedida por cobranças feitas por Sodré ao empresário Augusto Ferreira Lima, ligado ao Banco Master.

Entre as mensagens reunidas pelos investigadores está uma em que o secretário teria escrito: “Amanhã vence os boletos e são altos.”

A sexta fase da Operação Compliance Zero cumpriu 18 mandados de busca e apreensão na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal, por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Além de Eduardo Sodré, a investigação cita o senador Jaques Wagner, Augusto Ferreira Lima e Guilherme Henrique Sodré Martins. A Polícia Federal apura se os recursos movimentados pela BN Financeira correspondiam à prestação efetiva de serviços ou se foram utilizados para conferir aparência de legalidade a pagamentos considerados irregulares.

Os investigadores também mencionam planilhas com repasses destinados a “Dudu” — apelido que, segundo a PF, faria referência a Eduardo Sodré — que somariam mais de R$ 2,34 milhões.

Em manifestações anteriores, Jaques Wagner negou irregularidades, afirmou que não foi denunciado nem figura como réu na investigação e disse que o imóvel citado pela Polícia Federal nunca integrou seu patrimônio. A defesa de Augusto Ferreira Lima também negou ilegalidades, sustentando que todas as atividades do empresário ocorreram dentro da legalidade e classificando as medidas adotadas pela operação como desnecessárias.

andre
Jornalista com experiência nas editorias de esporte e política, com passagens pela Premier League Brasil, Varela Net e Prefeitura Municipal de Laje. Apaixonado por esportes e música.

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