Salvador, 26/06/2026 15:58

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“Não quero proteção, quero correção”: Jaques Wagner rebate acusações de vínculo com o Banco Master

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Em entrevista à Folha de S. Paulo, o senador Jaques Wagner (PT-BA) reagiu às suspeitas que envolvem seu nome na investigação sobre o Banco Master. “Não quero proteção, quero correção”, afirmou. O senador voltou a negar qualquer relação com a instituição financeira e frisou que a Polícia Federal não conseguirá sustentar uma troca entre sua atuação política e os interesses do banco.

Wagner classificou a narrativa da PF como artificial. “Eles inventaram que trabalhei pelo Banco Master. E eu nunca trabalhei a favor, trabalhei contra”, disse. O parlamentar lembrou que o então ministro da Fazenda, Fernando Haddad, endossou publicamente a versão de que sua atuação no Congresso Nacional seguiu na direção oposta ao que a investigação sugere.

A única iniciativa de sua autoria sobre o tema foi a apresentação de uma emenda à MP 1106/2022, que tratava das regras do crédito consignado. O senador atuou para limitar os juros e proteger o consumidor, indo contra os interesses do Master. Em relação à PEC 65/2023, proposta que amplia a autonomia do Banco Central, Wagner não é o autor da chamada “Emenda Master” e se posicionou contra a proposta. O próprio relator, senador Plínio Valério (PSDB-AM), reforçou por meio de nota à imprensa “jamais ter sido procurado” para tratar do assunto.

Jaques Wagner também rebateu na entrevista a tese de que “tudo começou na Bahia”, inventada e repetida por adversários políticos do presidente Lula. “Quem viabilizou o Banco Master foi Roberto Campos Neto e o seu Banco Central. O Banco Master foi concretizado no governo Bolsonaro”, explicou. “Está parecendo a história da CPMI do INSS. A gente investiga, estoura o esquema, e de repente querem nos botar a culpa”, completou Wagner.

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