Salvador, 18/06/2026 16:02

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Alcolumbre defende Jaques Wagner após operação da PF e cobra presunção de inocência: “Todos têm direito à defesa”

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Presidente do Senado expressou solidariedade ao líder do governo, alvo de busca e apreensão na nova fase da Operação Compliance Zero; criticou comemorações de adversários e disse que “ódio e raiva” não podem pautar investigações.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) , saiu em defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) , alvo da nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (18). A investigação apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes financeiros relacionados ao Banco Master.

Em declaração, Alcolumbre afirmou prestar “apoio” e “solidariedade integral” ao líder do governo no Senado e disse acreditar que, ao longo do processo, “as verdades do senador Jaques Wagner virão à tona”. O presidente da Casa defendeu que as investigações sejam conduzidas sem condenação antecipada dos envolvidos e que todos os cidadãos, independentemente do partido, têm direito à presunção de inocência e ao pleno exercício da defesa.

Críticas à polarização e ao “ódio”

Alcolumbre também criticou a reação de adversários que comemoram operações policiais quando atingem congressistas de outros partidos. Para ele, esse comportamento contribui para um ambiente de polarização e desrespeita garantias fundamentais. “Nós estamos exaltando o ódio, a raiva e a agressão contra aqueles que a gente nem sabe o que fez ou se fez”, declarou. Em outro trecho, acrescentou que “todos também têm que ter a presunção da inocência, seja ele um senador ou um deputado federal do PT, ou seja ele um senador ou um deputado federal do PL”.

A investigação contra Jaques Wagner

Jaques Wagner foi alvo de mandados de busca e apreensão autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a PF, a apuração investiga uma suposta relação entre o senador, o controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o empresário Augusto Lima, apontado como ex-sócio da instituição financeira. Os investigadores suspeitam de repasses financeiros, vantagens econômicas indevidas e possível atuação do senador em temas de interesse do banco no Congresso.

Foto: Agência Senado

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