Projeto do Executivo foi aprovado nesta quarta-feira (17) com protestos da oposição; presidente da Casa reconhece que medida não resolve problema estrutural da mobilidade na capital.
A Câmara Municipal de Salvador aprovou, nesta quarta-feira (17), o projeto de lei do Executivo que autoriza um subsídio de até R$ 80 milhões para as empresas que operam o transporte público da capital. A votação ocorreu em meio a protestos de vereadores da oposição, que questionaram os critérios e a eficácia da medida para solucionar os problemas crônicos da mobilidade urbana.
O presidente da Casa, vereador Carlos Muniz (PSDB) , reconheceu que o montante aprovado não é suficiente para resolver definitivamente as dificuldades enfrentadas pela população. “Nós sabemos que esse subsídio não é suficiente para o transporte, para melhorar e ter uma solução. Eu espero que no futuro venha um projeto para que nós possamos ter a solução final para o transporte público da população”, afirmou Muniz à imprensa.
Contexto do subsídio
O projeto, de autoria do prefeito Bruno Reis (União Brasil) , prevê o repasse de recursos às empresas de ônibus como forma de equilibrar as contas do sistema e evitar aumentos tarifários. A medida foi defendida pela gestão municipal como necessária para garantir a manutenção dos serviços, mas recebeu críticas de parlamentares da oposição, que apontam a falta de transparência nos contratos e a ausência de contrapartidas para a melhoria da qualidade do serviço.
Reconhecimento da insuficiência
A declaração de Carlos Muniz, ao admitir que o subsídio não é a solução final, evidencia a complexidade do debate sobre o transporte público em Salvador. A capital baiana enfrenta desafios estruturais históricos, como frota envelhecida, baixa integração entre modais e deficiência na infraestrutura viária. O vereador sinalizou que novos projetos devem ser discutidos para buscar uma solução de longo prazo.
