Gildásio Penedo detalha articulação jurídica para aquisição dos vagões e afirma que encomenda de novos modais atrasaria o VLT do Subúrbio em até cinco anos.
A polêmica envolvendo a compra dos vagões usados do Mato Grosso para o novo VLT de Salvador ganhou uma explicação técnica e financeira detalhada durante a inauguração da Estação Calçada, no início da noite desta quarta-feira (17). O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA), Gildásio Penedo, revelou que a aquisição do material desativado representou uma economia substancial aos cofres públicos, além de garantir celeridade ao projeto.
Convidado a discursar pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), o conselheiro explicou os motivos que levaram a Corte a aprovar a manobra. “Havia um interesse por parte do Estado da Bahia justamente nessa perspectiva de reduzir o tempo da viabilização desse empreendimento. Porque a compra de novos trens demandaria quatro, cinco anos para a sua realização”, detalhou Gildásio.
O fator financeiro foi determinante para a negociação com o estado do Centro-Oeste e com a fabricante CAF. “Havia a percepção de que isso seria muito mais vantajoso para a administração, já que a compra de novos trens aumentaria em cerca de quinhentos milhões de reais o impacto em relação a esses trens”, revelou o conselheiro. A decisão conjunta blindou o Estado de um gasto excessivo e permitiu que as obras finalmente saíssem do papel no Subúrbio Ferroviário.
