O senador Otto Alencar (PSD) afirmou nesta quarta-feira (17) que atribui maior importância ao resultado das urnas do que aos levantamentos eleitorais divulgados ao longo da campanha. Em entrevista à rádio Baiana FM, o parlamentar citou experiências eleitorais passadas para sustentar a avaliação de que pesquisas nem sempre antecipam o desfecho de uma disputa.
Ao comentar o cenário para as eleições de 2026, Otto lembrou sua própria campanha ao Senado, em 2014, quando, segundo ele, aparecia atrás dos adversários em levantamentos divulgados na reta final da disputa, mas acabou vencendo com ampla vantagem.
“Eu gosto muito de pesquisa no dia da eleição, no dia do voto. Aquela pesquisa que o eleitor vai lá e bota na urna. Essa pesquisa é boa”, afirmou.
O senador recordou que enfrentou o então candidato Geddel Vieira Lima na corrida pelo Senado e disse que os levantamentos divulgados na véspera do pleito apontavam um cenário diferente do resultado final.
“Em 2014, eu disputei a eleição para o Senado e na véspera da eleição eu perdi em três televisões que eu disputava com o Geddel. Perdi no SBT, na Record e na Globo. Quando foi no dia da eleição, eu tive 58% dos votos e ganhei a eleição”, declarou.
Otto também citou a eleição para o Governo da Bahia em 2022, vencida por Jerônimo Rodrigues (PT), para argumentar que o desempenho nas pesquisas nem sempre se confirma nas urnas.
“Jerônimo também, em 2022, perdeu nas três e ganhou no dia da eleição”, disse.
Apesar de afirmar que os levantamentos realizados internamente pela base governista indicam um cenário favorável, o senador ressaltou que o grupo não pretende reduzir o ritmo das articulações políticas.
“As nossas pesquisas internas nos dão um conforto muito grande. Mas não dá para ficar em berço esplêndido, deitado na rede, vamos trabalhar muito, intensamente”, afirmou.
Segundo Otto, a estratégia para o próximo pleito passa pela mobilização de lideranças políticas e pela intensificação das agendas no interior do estado.
“Agora mesmo quando sair daqui vou atender umas 8, 10 lideranças e vou para o interior. Estou indo para o interior. Só quando tenho dificuldade, estou em Brasília, não vou para o interior, mas vou trabalhar intensamente para vencer as eleições, como eu sempre fiz”, declarou.
Ao final da entrevista, o senador reiterou seu alinhamento ao grupo político que hoje comanda a Bahia e antecipou os nomes que pretende apoiar na disputa de 2026.
“Eu tenho lado, meu candidato está claro aí, que é o Wagner para o Senado, é o Rui para o Senado, é o Jerônimo e o Geraldo. A nível nacional, é o presidente Lula, com o Geraldo Alckmin”, afirmou.
