O senador Angelo Coronel (Republicanos) afirmou nesta quarta-feira (11) que o episódio envolvendo a aeronave que transportava integrantes da oposição baiana será alvo de investigação do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e da Polícia Federal. Segundo o parlamentar, apenas uma apuração técnica poderá esclarecer o que provocou a despressurização registrada durante o voo.
O incidente aconteceu na última segunda-feira (9), quando o jato que levava o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto, o ex-ministro João Roma, a deputada federal Roberta Roma, o deputado estadual Nelson Leal e o próprio Coronel precisou enfrentar uma situação de emergência durante o deslocamento para Brumado, no sudoeste do estado.
Em entrevista concedida às rádios Metropolitana, Feliz FM e CBN Salvador, o senador disse que não pretende antecipar conclusões sobre as causas do episódio, mas defendeu que todas as possibilidades sejam examinadas pelas autoridades responsáveis.
“Não quero ser irresponsável e dizer que houve sabotagem. Mas também não quero descartar nada. Tem que investigar tudo, até para saber se foi uma falha mecânica, humana ou algo provocado”, declarou o senador.
Ao relembrar o momento vivido a bordo, Coronel relatou que a aeronave realizou uma descida brusca de emergência, saindo de aproximadamente 30 mil pés para cerca de 10 mil pés de altitude, situação que classificou como a mais traumática de sua vida.
“Você está com 30 mil pés de altura. Depois cai repentinamente para em torno de 10 mil pés. Imagina a diferença, em uma velocidade grande, em queda livre, como se fosse um mergulho. Só restava orar e pedir a Deus”, relatou.
Ainda segundo o parlamentar, o impacto emocional provocado pelo episódio permanece dias após o incidente.
“Foi a pior experiência dos meus 68 anos. Toda hora eu desperto com aquelas imagens. Ainda estou muito abalado. Foi uma situação de pânico, de medo real de morrer”, acrescentou.
