O presidente da Câmara Municipal de Salvador, Carlos Muniz (PSDB), afirmou que o projeto de lei que estabelece regras para a cobrança no sistema de embarque e desembarque de passageiros do Aeroporto Internacional de Salvador, conhecido como Kiss & Fly, deverá ser apreciado pelo plenário até o próximo dia 17 de junho.
Segundo o vereador, a proposta tem respaldo entre os parlamentares, mas seguirá o trâmite legislativo regular, sem qualquer tratamento diferenciado por ter sido apresentada por ele.
“Na realidade, todos os vereadores que eu converso, eles são a favor do projeto. Só que eu não posso, por ser presidente, ter privilégios na Câmara. Então, no dia de quinta, a votação eu não estava presente e o projeto não pôde ser votado. E eu também não posso ter o privilégio de pegar um projeto meu, projeto de lei, e colocar no momento que eu quiser. Então, esse projeto vai entrar na pauta de todos os projetos. Tanto de vereadores, como do Executivo Municipal, pode ter certeza que será votado até o dia 17 de junho”, declarou.
Muniz também negou que tenha havido entendimento com a administração do aeroporto para modificar o conteúdo da proposta. De acordo com ele, representantes do terminal participaram de reuniões com vereadores, mas as sugestões apresentadas não contemplaram as mudanças consideradas necessárias pelo Legislativo.
Ao justificar a iniciativa, o presidente da Câmara criticou o modelo atualmente adotado para a cobrança no sistema Kiss & Fly, apontando que o tempo de tolerância é insuficiente e pode resultar em custos elevados para os usuários.
“Da forma que está hoje, quem ultrapassa pouco mais de dez minutos acaba pagando cerca de R$ 18, o que considero um valor absurdo e prejudicial à população”, disse.
Como comparação, Muniz citou mudanças implementadas em estacionamentos de centros comerciais da capital baiana, onde, segundo ele, o período de permanência gratuita foi ampliado após negociações.
“Nos shoppings, o tempo passou de 15 para 30 minutos. Se fosse ajustado o prazo no aeroporto, poderíamos ter um sistema mais equilibrado para a população”, afirmou.
