Iniciativa estruturada em quatro pilares atua na prevenção de doenças e orienta prefeitos sobre os trâmites legais para obtenção de convênios estaduais.
O controle de zoonoses e o bem-estar animal ganharam novos contornos no interior baiano com a consolidação do Programa de Controle Populacional de Cães. Em resposta a questionamentos enviados por cidadãos das redes sociais, o ex-secretário Pablo Barrozo detalhou o funcionamento da iniciativa que busca reverter o cenário de abandono de animais nas ruas e garantir assistência veterinária a comunidades carentes. Conforme o gestor, o projeto foi amplamente debatido junto a órgãos governamentais e civis, incluindo a União dos Municípios da Bahia (UPB), a Federação dos Consórcios Públicos (FEC), o Ministério Público, associações de veterinários e ONGs protetoras.
A metodologia operacional foi desenhada para atuar preventivamente através de quatro eixos fundamentais de assistência e conscientização: a castração cirúrgica dos cães, a vacinação em massa, a implantação de microchips para identificação e o monitoramento dos animais, além do desenvolvimento de palestras educativas nas comunidades parceiras. O atendimento é descentralizado para alcançar as populações mais vulneráveis. “O trabalho é feito com a compra de um castramóvel para que ele possa, sobretudo, ir para os locais mais distantes na zona rural. Lá é feita também a vacinação, a chipagem e a castração”, pontuou Barrozo.
Para os municípios que ainda não contam com a estrutura de proteção, o líder político traçou o passo a passo institucional necessário para que as administrações locais obtenham os recursos estaduais. “Você aciona o secretário de agricultura do seu município, ele vai acionar o prefeito, o prefeito vai requerer, através do consórcio do seu território, ao governo do estado. A Secretaria de Agricultura está firmando convênio com o governo do estado através dos consórcios e com os municípios. E daí, esse dinheiro é repassado e se começa o programa”, explicou o ex-secretário, enfatizando que o planejamento remove o peso orçamentário exclusivo das prefeituras na aquisição das unidades móveis de atendimento.
