Manoel Vitório explica divisão de recursos próprios e de operações de crédito, elogia o trabalho das polícias e defende bolsas escolares como ferramentas de transformação social.
A prestação de contas do governo do estado na ALBA detalhou a destinação dos recursos captados por meio de operações de crédito e de receitas próprias no orçamento baiano. De acordo com o secretário Manoel Vitório, os investimentos prioritários estão concentrados na expansão da infraestrutura urbana e viária, além de um robusto aporte financeiro direcionado à segurança pública do estado. “Os investimentos são muito diversificados. Você tem também o investimento muito grande nas polícias, uma parte de nossos empréstimos foi para a área de segurança pública, bastante expressivo”, informou.
Em contrapartida, o titular da Sefaz esclareceu que as áreas de saúde e educação têm sido financiadas majoritariamente com recursos ordinários do tesouro estadual. No segmento assistencial, Vitório destacou o impacto do modelo descentralizado das policlínicas regionais e a ampliação de leitos. Já no setor educacional, o secretário revelou que o estado já destinou cifras bilionárias para a modernização da rede física escolar e para a manutenção de programas de transferência de renda, como o Bolsa Presença. “São recursos nossos, que proporcionam aos alunos um outro nível de educação. Ampliamos os recursos para a alimentação e as bolsas que nós damos para as pessoas mais humildes. Isso tende a combater a evasão escolar e a dar mais estrutura para que o aluno possa estudar”, detalhou.
O secretário estabeleceu uma conexão direta entre o fortalecimento da rede de ensino público e as diretrizes de segurança comandadas pela pasta do secretário Marcelo Werner. Para Vitório, a eficácia no combate às organizações criminosas exige uma atuação em duas frentes: o sufocamento financeiro das quadrilhas por meio da inteligência policial e o resgate da juventude periférica pela via da inclusão escolar. “Para você combater o crime, você tem que ir atrás da fonte de financiamento. E a outra vertente, trabalhando com o futuro, é atrair esses jovens para a escola, educá-los, dar oportunidade de vida. Quando você pensa no Estado da Bahia, você não pensa em uma obra, na ponte, no VLT ou no metrô. Você pensa na consequência de uma política que tem um propósito maior”, concluiu.
